Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Ministro da Saúde diz que ainda não decidiu sobre exoneração; oposição quer convocá-lo à Câmara

Marcelo Castro estuda deixar o cargo temporariamente para apoiar a recondução de Leonardo Picciani à liderança do PMDB

Por Da Redação 16 fev 2016, 14h36

Líderes da oposição na Câmara protocolaram nesta terça-feira requerimento pedindo a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Castro, para prestar depoimento no plenário da Casa. Segundo o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), opositores já combinaram com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se comprometeu a pôr o requerimento em votação na sessão plenária desta tarde.

Oficialmente, o requerimento pede a convocação de Marcelo Castro para prestar esclarecimentos sobre as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, zika e febre chikungunya. “Pela gravidade da situação em tela, além dos muitos outros focos divulgados diariamente pela grande imprensa, julgamos de fundamental importância e urgência a convocação do ministro da Saúde, a fim de prestar esclarecimentos perante o plenário desta Casa”, diz o documento.

Leia mais:

Cunha diz ser preocupante ministro largar cargo em meio a epidemia

‘É suicídio’, diz adversário de Picciani sobre exoneração do ministro da Saúde

Continua após a publicidade

Paulinho da Força admitiu, contudo, que a ideia é tentar constranger o ministro e, dessa forma, inibi-lo a deixar o cargo temporariamente para apoiar a recondução de Leonardo Picciani (RJ) à liderança do PMDB na Casa. Picciani é o candidato preferido do Planalto e concorre com Hugo Motta (PB), apoiado pela ala pró-impeachment. “Vamos pedir para ele explicar como, diante dessa crise toda, ele sai para vir votar na liderança do PMDB”, afirmou o presidente do Solidariedade.

A provável licença de Marcelo Castro coloca em risco sua permanência no cargo. Nesta terça-feira, ele negou que já tenha decidido pedir exoneração. “É um assunto importante, no qual tenho bastante interesse, mas a decisão não está tomada”, disse.

Leia também:

Governo federal e 17 Estados cortam verbas para luta contra epidemias como zika e dengue

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade