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Ministro da Cidadania escolhe outro general como secretário do Esporte

Décio dos Santos Brasil assumirá cargo deixado por Marco Aurélio Costa Vieira; nomeação deve sair no Diário Oficial da União nos próximos dias

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, escolheu o general Décio dos Santos Brasil para substituir o general Marco Aurélio Costa Vieira no cargo de secretário especial do Esporte, área que está sob o guarda-chuva da pasta.

A demissão de Costa Vieira foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 18, enquanto a nomeação de Santos Brasil deve ser publicada nos próximos dias. A indicação do novo secretário especial do Esporte passou pela tutela do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que também são generais. Ao fim, o próprio presidente Jair Bolsonaro teria chancelado o nome dele para o posto.

A relação entre Osmar Terra e o agora ex-secretário não era boa. No último dia 8, o ministro não gostou de saber que o subordinado se reuniu com Bolsonaro sem comunicá-lo. General da reserva do Exército desde 2002, Costa Vieira atuou como diretor-executivo de Operações dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e foi também o diretor-executivo do revezamento da tocha olímpica em 2016. Ele ficou 107 dias à frente da secretaria especial.

Osmar Terra, por sua vez, esteve com Bolsonaro no fim da tarde do mesmo dia. “Ele tinha uns assuntos dele, específicos, para tratar com o presidente”, desconversou o ministro na ocasião.

Na semana passada, Terra tentou minimizar as especulações e disse que “por enquanto” não haveria mudança. “Precisamos botar o bloco na rua. Nossa dificuldade é juntar três ministérios em um e fazer funcionar lá na ponta. Não tem de ficar mudando secretários. Tem é de fazer eles trabalharem e todos estão”, afirmou, reconhecendo, no entanto, que “há um jogo de interesses, de bastidores”, sem especificá-los.

As mudanças na pasta começaram a ser discutidas no contexto da ampliação da base partidária do governo no Congresso, no momento em que o Palácio do Planalto tenta conseguir os votos necessários para a aprovação da proposta de reforma da Previdência.