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Ministra rebate críticas contra atraso nas obras

Estudo do Ipea alertou para risco que o país corre de dar vexame na Copa

Por Luciana Marques 15 abr 2011, 16h49

A ministra do Planejamento, Míriam Belchior, saiu em defesa do governo nesta sexta-feira depois que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou em pesquisa que apenas nove dos treze aeroportos para Copa do Mundo de 2014 ficarão prontos até os jogos.

“Tenho confiança que não vamos passar vergonha. O Brasil vai fazer bonito”, garantiu a ministra. Segundo ela, boa parte das falhas apontadas no estudo será corrigida a tempo. Belchior disse que a presidente Dilma Rousseff fará uma reunião em breve com governadores e prefeitos das cidades que vão sediar os jogos.

A ministra justificou os atrasos nas obras com as críticas levantadas quando a Alemanha e África do Sul sediaram a Copa: “É natural esse tipo de especulação com eventos esportivos de caráter mundial. A Fifa deu uma opinião e agora voltou atrás”.

A ministra argumentou ainda que a presidente Dilma Rousseff fez várias alterações no setor, inclusive com a criação da Secretaria de Aviação Civil, que ainda não entrou em funcionamento. “O recurso está disponível, a presidente criou a secretaria para ter equipe capaz de dar conta de todos os desafios da área e se preocupar exclusivamente com isso.” A ministra evitou afirmar que haverá flexibilização no processo de licitação, dizendo apenas que o Congresso Nacional vai definir regras claras para a liberação das construções.

Belchior disse também que a presidente definiu nova direção na Infraero e realizou duas reuniões sobre o tema na semana passada. “Ela nos deixou essa semana uma lição de casa para apresentar na semana que vem”, disse. Para a ministra, a pesquisa do Ipea é válida, mas é preciso considerar as posições de outros setores envolvidos.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, enviada nesta sexta-feira ao Congresso Nacional, não há previsão de recursos destinados às obras para Copa do Mundo e para os Jogos Olimpícos de 2016. “Essa é uma discussão que está sendo feita no Congresso. Os líderes devem fechar uma Medida Provisória sobre os temas”, justificou Belchior.

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