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Manifestação em Porto Alegre tem quatro presos

Protesto reuniu 5 000 pessoas no centro da cidade e terminou em depredação de veículos e estabelecimentos comerciais

Em Porto Alegre, cerca de 5 000 pessoas se reuniram na manifestação que terminou em depredação a veículos e estabelecimentos comerciais no centro da cidade. Segundo a Polícia Militar do Rio Grande do Sul, quatro pessoas foram presas, sendo que duas foram apontadas pelos oficiais como responsáveis pelas destruições que incluiu lixeiras incendiadas.

A manifestação teve início na Praça da Matriz, que reúne os três poderes do estado. Inicialmente, o plano dos organizadores era manter o protesto restrito à praça e não sair em marcha. Mas, de acordo com o jornal Zero Hora, o grupo decidiu sair às ruas após assembleia. Eles pediam passe livre para estudantes e desempregados e redução das tarifas de transporte.

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No Rio, protesto se volta contra as empresas de ônibus

Tarifa – Uma liminar da Justiça estadual do Rio Grande do Sul derrubou o recurso das empresas de ônibus, que exigia o retorno do preço da tarifa ao patamar de 3,05 reais. A decisão foi tomada na 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e manteve nesta quinta-feira o valor da tarifa de transporte público em 2,85 reais.

Também nesta quinta-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), anunciou a criação do passe livre estudantil no transporte metropolitano intermunicipal, regulado pela Metroplan, uma autarquia estadual. Como a medida depende de aprovação da Assembleia Legislativa, o Executivo vai elaborar um projeto de lei e, ao encaminhá-lo, pedirá votação em regime de urgência. A intenção é que o benefício entre em vigor em agosto.

De acordo com o anúncio do governador, terão direito ao passe livre os estudantes do ensino médio e universitário que residem em um município e estudam em outro na região metropolitana de Porto Alegre e nas aglomerações urbanas do Litoral Norte, Sul e Nordeste. Um cálculo inicial indica uma demanda de 200 mil passes livres por mês. O custo calculado entre 8 e 10 milhões de reais por ano deve ser bancado pelo estado.

(com Estadão Conteúdo)