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Maia: ‘Bolsonaro precisa de mais tempo para reforma e menos para Twitter’

Presidente da Câmara disse ainda que não precisa namorar: 'Preciso que o presidente assuma seu papel institucional, que é liderar a votação da reforma'

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 mar 2019, 23h23 | Atualizado em 3 jul 2026, 11h04
Maia: ‘Bolsonaro precisa de mais tempo para reforma e menos para Twitter’ Priorize VEJA no Google

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou nesta sexta-feira, 22, que o presidente Jair Bolsonaro precisa ter “mais tempo para cuidar da reforma da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter”. A afirmação foi feita em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

“Eu não preciso voltar a namorar. Eu preciso que o presidente assuma de forma definitiva seu papel institucional, que é liderar a votação da reforma da Previdência, chamar partido por partido que quer aprovar e mostrar os motivos dessa necessidade”, afirmou Maia, em resposta a Bolsonaro, que, mais cedo, em viagem ao Chile, comparou a relação com ele a um namoro: “Você nunca teve uma namorada e brigou com ela? O que você fez para ela voltar? Não conversou?”. O presidente deu as declarações ao ser questionado sobre o que pretende fazer para reverter a decisão do deputado de se afastar da articulação política da reforma.

O presidente também afirmou não ver “motivo” para o afastamento de Maia. No entanto, disse estar disposto a buscar uma reaproximação e quer saber a razão pela qual o democrata pretende tomar esta atitude. Na quinta-feira 21, Rodrigo Maia avisou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que deixará a articulação política pela reforma após ter se irritado com um post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) com fortes críticas a ele.

“Eu estou sempre aberto ao diálogo. Só quero saber qual é o motivo. Eu não dei motivo para ele sair [da articulação da reforma]”, argumentou o presidente, ao ser questionado sobre o que fazer para reverter a decisão do democrata, em conversa com jornalistas após o encontro com chefes de Estado da América do Sul em Santiago. Bolsonaro reiterou que pretende conversar com o deputado.

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Maia disse ainda que vai seguir com a articulação da reforma da Câmara, mas que a responsabilidade é do governo: “O meu papel eu vou continuar cumprindo, colocando de forma clara na figura do presidente da República a responsabilidade de conduzir, por parte do governo, a aprovação da reforma”.

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A reforma da Previdência foi enviada em fevereiro e está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O texto ainda será discutido por uma comissão especial e, por último, no plenário da Casa. A proposta precisa dos votos de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação. Se aprovada, irá para o Senado.

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