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Lúcio Funaro acusa advogado de Cleto de cobrar para retirá-lo de delação

Abordagem foi registrada em escritura pública em cartório paulista

Por Hugo Marques - 1 jul 2016, 19h01

O operador Lúcio Bolonha Funaro, preso hoje pela Polícia Federal, registrou uma escritura pública de declaração no Cartório do 12º Tabelião de Notas, no dia 12 de maio, dizendo que no dia 23 de fevereiro, por volta de 22 horas, encontrou-se com o advogado Adriano Salles Vanni, defensor de Fábio Cleto, que lhe pediu dinheiro para não envolvê-lo no escândalo de corrupção.

Funaro sustenta que Vanni mostrou a ele uma planilha com o nome de diversas empresas e algo escrito com a caligrafia que se assemelhava à dele, Funaro. Feito isso, Adriano Vanni disse a ele que “poderia contornar esse problema no âmbito da colaboração que estava sendo negociada , mediante o pagamento de quantia de dinheiro a ser definida com ele”. Em outras palavras, o operador afirma ter sido vítima de extorsão.

O pagamento seria feito após a homologação do acordo de Cleto, que não citaria o nome de Funaro no acordo de colaboração. “Como o assunto não interessou ao outorgante”, diz Funaro no documento registrado em cartório, ele não deu prosseguimento a nenhuma tratativa com Adriano Salles Vanni.

Ao site de VEJA, o advogado Adriano Vanni disse que a acusação de Funaro é falsa: “Achei que era uma piada. Se ele disse isso mesmo, é um abraço de afogado. Ele está inventando história. Isso nunca aconteceu. Pelo que a gente sabe, ele sempre se defendeu acusando as pessoas. Nada disso ocorreu”.

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