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Lava Jato: ex-deputado investigado diz à PF que perdeu a memória

Carlos Magno Ramos (PP-RO) foi citado por Alberto Youssef como um dos beneficiários do dinheiro desviado da Petrobras

Citado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiários do dinheiro desviado no esquema do petrolão, o ex-deputado federal Carlos Magno Ramos (PP-RO) afirmou em depoimento à Polícia Federal que perdeu parte da memória em decorrência de complicações de uma hepatite C. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Magno Ramos é investigado no Supremo Tribunal Federal por suspeita de ligação com o escândalo – o doleiro, um dos principais delatores do esquema, afirmou que o ex-deputado recebeu 150.000 reais para comprar vacinas destinadas a seu tratamento de saúde. Youssef ainda disse que o político recebia dinheiro mensalmente.

Ao jornal, Magno Ramos afirma que, apesar dos problemas de memória, tem certeza de que não conheceu Youssef ou foi beneficiado por dinheiro desviado da Petrobras. À Polícia Federal, o ex-deputado afirmou que as vacinas e remédios para seu tratamento foram bancados pela Câmara: ele alega que tomou empréstimos bancários no valor de 840.000 reais para pagar pelos medicamentos, tendo sido ressarcido pelo Congresso. O político afirmou que ainda deve 350.000 reais aos bancos.

Partido para-raios de escândalos de corrupção no país, o PP de Magno Ramos, nas palavras do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, montou uma “estrutura criminosa estável e perene” no esquema que assaltou os cofres da Petrobras. Os pepistas atuavam de forma organizada e recebiam mensalmente propina por intermédio do doleiro Alberto Youssef. Segundo as apurações da Operação Lava Jato, a bancada na Câmara levava entre 1,2 milhão de reais e 1,5 milhão de reais todos os meses, enquanto os líderes, responsáveis pela distribuição do dinheiro, embolsavam de 250.000 reais a 500.000 reais mensais.

(Da redação)