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Justiça transfere Marcola para isolamento em prisão

Regime prevê 22 horas de isolamento durante dois meses em presídio de segurança máxima

Por Da Redação 11 mar 2014, 12h59

Após ter negado, inicialmente, a transferência de Marcos Camacho, o Marcola, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), para um regime de prisão mais duro, a Justiça de São Paulo revisou sua decisão e determinou que o bandido seja colocado em isolamento. Ele passará a cumprir pena de acordo com as regras do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) de Presidente Bernardes, no Estado de São Paulo.

Outros três líderes da facção também serão transferidos para o mesmo regime: Cláudio Barbará, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, Luiz Eduardo Marcondes, o Du Bela Vista. Os presos devem ser transferidos ainda nesta terça-feira de Presidente Venceslau para a Penitenciária de Presidente Bernardes.

Segundo o Tribunal de Justiça, o regime de isolamento previsto é de 22 horas por dia por um período de sessenta dias. Nesse regime, o detento permanece em cela individual com somente duas horas de banho de sol, sem direito a visitas íntimas e acesso ao noticiário.

A transferência, confirmada pelo TJ, é baseada em pedido da Segurança Pública de São Paulo e da Secretaria de Administração Penitenciária depois da descoberta de um plano de fuga desses presos da Penitenciária de Presidente Venceslau.

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No ano passado o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, havia apresentado outro pedido de isolamento de Marcola e outros 31 integrantes com base em uma investigação que mapeou a estrutura da organização. Foram identificados 175 pessoas acusadas de participar do grupo, traficando armas e drogas. Esse primeiro pedido de internação de Marcola havia sido negado pela Justiça.

Plano – O mandado de segurança proposto pela Promotoria já citava um plano de resgate de Marcola programado pela facção criminosa. Na época, porém, não havia a informação de que o PCC pretendia utilizar helicópteros para resgatar o preso de Presidente Venceslau. Após a divulgação do plano, o governo anunciou que faria um novo pedido de inclusão de Marcola no RDD.

(Com Estadão Conteúdo)

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