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Justiça revoga prisão de assessores ligados ao ex-senador Gim Argello

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, revogou nesta sexta-feira a prisão temporária dos assessores Valério Neves e Paulo Roxo, ligados ao ex-senador Gim Argello, preso no início desta segunda-feira na 28ª fase da Operação Lava Jato. Segundo os investigadores, Gim teria atuado para impedir a convocação de executivos de empreiteiras para prestar esclarecimentos na extinta CPI mista da Petrobras e, como vice-presidente da comissão, recebido apenas da UTC pixulecos de 5 milhões de reais para distribuir a aliados por meio de doações eleitorais disfarçadas, método já tornado célebre entre os investigados no petrolão.

Moro, que conduz em Curitiba os processos relacionados ao petrolão, havia determinado a detenção dos dois assessores para evitar problemas na coleta de provas e uma possível combinação de versões dos investigados. Neves e Roxo prestaram depoimento à Polícia Federal e não apontaram outras remessas de propina que teriam sido embolsadas pelo ex-senador Gim Argello, mas, segundo Moro, “a eventual omissão por eles em seus depoimentos de fatos relevantes, como outras doações a Gim Argello por outros empresários investigados na Comissão Parlamentar de Inquérito, pode prejudicar o álibi por eles aparentemente apresentado, de que teriam recebido os valores sem ciência da origem criminosa”.

Em liberdade, os dois assessores não podem mudar de endereço sem autorização judicial, têm de atender intimações da justiça, não podem deixar o país e precisam entregar seus passaportes.