Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Justiça de SP condena black bloc por depredar concessionária

João Antônio Alves de Roza terá de prestar um ano de serviço comunitário – medida substitui a pena de prisão

João Antônio Alves de Roza, de 46 anos, preso por depredar uma loja de carros importados em junho do ano passado, durante um protesto convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL), foi condenado pela Justiça de São Paulo por associação criminosa. Roza terá que prestar serviço comunitário por um ano, medida que substituiu a pena de um ano de reclusão.

O crime ocorreu durante ato que celebrava um ano da redução das tarifas do transporte público metropolitano de 3,20 reais para 3 reais – resultado da onda de protestos de junho de 2013. Vândalos depredaram concessionárias localizadas na região de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo.

Roza foi reconhecido por um policial no momento em que utilizava um extintor de incêndio para quebrar a vidraça de uma das lojas. Um outro agente, que antes da manifestação conversou com os líderes do protesto para definir o trajeto que percorreriam, afirmou que Roza disse que “naquele dia, o bicho iria pegar”.

O juiz da 3ª Vara Central Criminal da Barra Funda, André Carvalho e Silva de Almeida, afirmou que o réu, além de integrar o grupo denominado ‘black bloc’, era um de seus líderes. “[Roza] praticou inúmeros delitos, promoveu agressões às forças de segurança e depredações aos patrimônios público e privado”.

“Pelo fato de o réu ser primário e sem antecedentes, a pena fixada é de um ano de reclusão, e será substituída pela prestação de serviços à comunidade (…) deixo de aplicar pena exclusivamente pecuniária por entender que ela se mostra insuficiente diante da dinâmica dos fatos”, afirmou o juiz em sia decisão.

Leia mais: Black Blocs conseguem impor sua marca de depredação a São Paulo

Black bloc preso por depredar concessionária tem longa ficha criminal

(Da Redação)