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Justiça autoriza trabalho externo a ex-tesoureiro do PL

Mensaleiro será contratado como auxiliar administrativo da Mísula Engenharia, onde receberá salário de 1.250 reais

O juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, autorizou nesta segunda-feira que o ex-assessor do extinto PL (atual PR), Jacinto Lamas, comece a trabalhar fora do presídio da Papuda, em Brasília. Lamas foi condenado a cinco anos de prisão, em regime semiaberto, por lavagem de dinheiro.

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Pela proposta de emprego apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o mensaleiro deve atuar como auxiliar administrativo da Mísula Engenharia, onde receberá salário de 1.250 reais, além de vale transporte e vale alimentação de 11 reais. Lamas é o segundo condenado no processo a obter autorização judicial para trabalho externo.

Entre as funções do condenado estão receber correspondências, controlar contas a pagar, emitir notas fiscais, atender a telefonemas, manter organizados os arquivos e “esclarecer dúvidas sobre a parte financeira” da empresa.

Em sua decisão, o juiz Bruno Ribeiro afirmou que o trabalho externo é “uma possibilidade de se avaliar a disciplina, autodeterminação e responsabilidade do reeducando”. Em despacho nesta segunda-feira, porém, Ribeiro negou pedido para o mensaleiro pudesse estudar fora do complexo penitenciário. Lamas pretendia cursar faculdade de fisioterapia, mas, por lei, segundo o juiz, precisaria ter cumprido o mínimo de um sexto da pena antes de ter o direito ao benefício.