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Justiça agrava prisão de dois suspeitos de hackear autoridades

Acusados de integrar organização criminosa ficarão presos preventivamente, por tempo indeterminado

Por Da Redação - Atualizado em 29 set 2019, 00h22 - Publicado em 28 set 2019, 19h12

A 10ª Vara Federal de Brasília converteu a prisão temporária em preventiva (por tempo indeterminado) de dois investigados presos na 2ª fase da Operação Spoofing. Luiz Henrique Molição e Thiago Eliezer Martins foram detidos pela Polícia Federal no último dia 19 de setembro. A operação investiga a invasão de dispositivos eletrônicos de autoridades e a prática de crimes cibernéticos.

Segundo as investigações, os dois são suspeitos de integrar a organização criminosa acusada de acessar, sem autorização, o telefone celular de autoridades como o ministro Sergio Moro (Justiça). A audiência de custódia dos presos está marcada para segunda-feira (30).

No dia 1º de agosto, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, decretou a prisão preventiva dos quatro investigados presos na primeira fase da Operação Spoofing.

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 23 de julho e resultou na prisão de quatro suspeitos de hackear Moro. Os detidos também são suspeitos de terem interceptado e divulgado parte das comunicações do ministro.

A operação foi batizada de Spoofing, expressão relativa a um tipo de falsificação tecnológica, que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

(com Agência Brasil)

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