Ideli diz que governo fará ‘meros ajustes’ nos cargos

Base aliada exige mudanças em 50 cargos do segundo e terceiro escalões

Por Luciana Marques - 21 jun 2011, 19h03

Apesar da pressão do PMDB para cobrar nomeações no segundo e terceiro escalões, prometidas desde o início da gestão Dilma Rousseff, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou, nesta terça-feira, que o governo não vai realizar todas as nomeações exigidas pelos partidos da base. São cerca de 50 vagas pleiteadas pelas legendas, incluindo direções de bancos, cargos no setor elétrico e em empresas como a Petrobras.

“O governo é de continuidade, portanto, haverá meros ajustes. Não tem cabimento imaginar que será trocado um volume significativo. A base não poderá questionar se as nomeações não puderem ser feitas na sua amplitude”, afirmou Ideli nesta terça-feira no Palácio do Planalto. Ela admitiu que tem conversado com frequência com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto. “Lula é sempre muito bem-vindo. Mas ele tem deixado claro que as decisões são da presidente”, disse.

Líder do governo – Ideli recebe ainda nesta terça os líderes do PMDB no Senado, Romero Jucá (RR), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Às 22h, participa de um jantar oferecido por Sarney, que reunirá toda a cúpula do PMDB. Além da cobrança por nomeações, os parlamentares devem exigir uma posição do governo sobre a indicação do líder do governo no Congresso.

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) é o principal nome defendido pela presidente Dilma. No entanto, segundo Ideli, ainda não há decisão sobre o tema. Os peemedebistas na Câmara não aceitam o nome do senador: querem que o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) assuma a vaga. Ideli disse que a decisão deve sair nas próximas semanas, já que o líder será fundamental para aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012. O Congresso só pode entrar no recesso de julho quando a LDO for aprovada.

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