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Haddad diz que Dilma não aceita ‘toma lá, dá cá’

Candidato do PT à prefeitura de São Paulo nega o óbvio: que a indicação da senadora para cargo no governo tenha relação com sua campanha

O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, esforçou-se nesta terça-feira para negar o óbvio: que indicação da senadora Marta Suplicy para o cargo de ministra da Cultura tenha sido resultado de barganha política. Ana de Hollanda saiu de cena por uma conveniência política do PT, para acomodar Marta. Leia também:

Suplente espera conversa com Marta para assumir Marta diz que convite para ministério foi uma surpresa “Quem conhece a presidente Dilma sabe que não existe esse tipo de ‘ toma lá, dá cá’ com ela. Ela já deixou bastante claro que isso não é de seu feitio”, disse Haddad, antes de um comício ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. O argumento de Haddad é que, se a articulação tivesse ligação com a sua campanha, “teria sido feito muitos meses antes”. “Marta é um grande quadro para ocupar o Ministério da Cultura. Durante a sua administração em São Paulo, deixou um legado muito importante na área da Cultura, sobretudo com a construção dos CEUs (Centros Educacionais Unificados).” Após muita resistência, Marta cedeu aos apelos de Lula para ingressar na campanha de Haddad à prefeitura. E o posto no ministério de Dilma entrou na negociação. Desde que foi preterida na escolha para disputar a prefeitura paulistana, Marta recusou-se a comparecer aos principais eventos eleitorais, o que impôs desgaste à chapa de Haddad. Diante da dificuldade em fazer a candidatura do pupilo decolar, Lula propôs um acordo à senadora. A avaliação do ex-presidente é que, sem o eleitorado dela na periferia, Haddad não tem chances de chegar ao segundo turno. Na semana passada, Marta apareceu em inserções de rádio e TV e participou de um ato de campanha de Haddad. O cálculo da petista é que, ao lado de Dilma, ela volta ao páreo para disputar a vaga de candidata do PT ao governo de São Paulo em 2014 com os colegas de ministério Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde).