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Filha e ex-mulher de José Eduardo Cardozo são abordadas por bandidos armados no Morumbi

Mayra e a mãe, a procuradora de Justiça Sandra Jardim, escaparam ilesas. Policiais que dão proteção à família do ministro da Justiça não reagiram

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro 28 Maio 2014, 20h13

A filha e a ex-mulher do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sofreram uma tentativa de assalto por homens armados no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, na noite de terça-feira. Mayra Cardozo comemorava seu 22º aniversário e seguia para um restaurante com a mãe, a procuradora de Justiça Sandra Jardim, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. O automóvel em que estavam – um Toyota Camry blindado, de propriedade de Cardozo – foi cercado por quatro criminosos por volta das 20h30, em um semáforo. Sandra arrancou com o carro e conseguiu escapar dos assaltantes. Policiais federais encarregados da escolta da família ficaram para trás, sem reagir.

A filha do ministro tem direito a escolta policial porque já relatou ameaças. O caso é tratado inicialmente como tentativa de assalto. A conduta dos agentes da escolta também vai ser investigada. A colegas, os policiais disseram que temem ser acusados de prevaricação, crime em que funcionário público deixa de praticar a função para a qual é pago, punido com até três anos de prisão. Uma nova equipe foi designada para a segurança pessoal de Mayara.

Não é a primeira vez que o ministro enfrenta problemas com a escolta da filha. Em junho do ano passado, a coluna Radar, de VEJA, revelou que agentes encarregados dessa tarefa em São Paulo reclamaram do trabalho e policiais de outras jurisdições tiveram de ser deslocados para atender Mayra. No fim de abril, como mostrou a coluna Holofote, de VEJA, um papiloscopista reclamou na página Fale com a Presidente do excesso de policiais encarregados da segurança de Mayra.

Cardozo disse, nesta quarta-feira, que os turistas estrangeiros “devem se sentir seguros” no Brasil. Sobre as cenas de índios atacando policiais a flechadas, em Brasília, o ministro afirmou: “O que ocorreu nesta terça mostra que a polícia está presente para garantir o cumprimento da lei, a liberdade de manifestação e não permitir abusos”.

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