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Ex-PT e alvo de petistas, Cristovam Buarque declara voto em Haddad

Senador pelo PPS que não conseguiu se reeleger no Distrito Federal afirmou que não abrirá porta do Brasil para 'autoritarismo' e 'intolerância'

Por Estêvão Bertoni 11 out 2018, 17h21

O senador Cristovam Buarque (PPS), que não conseguiu se reeleger para o cargo no Distrito Federal, declarou voto no candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (11).

“Não vou ajudar a abrir a porta do Brasil para o autoritarismo e a intolerância. Votarei no Haddad”, escreveu em sua conta no Twitter.

Ex-reitor da Universidade de Brasília, Cristovam é alvo constante de críticas de simpatizantes do PT, partido ao qual foi filiado, por ter votado em 2016 pelo afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff e a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos, aprovada no governo de Michel Temer (MDB). Em 2017, ele também votou favoravelmente à reforma trabalhista proposta pelo presidente.

Ex-governador do DF entre 1995 e 1998, Cristovam Buarque foi o primeiro ministro da Educação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2004, mas acabou sendo demitido por telefone pelo presidente.

Em 2005, após 15 anos no partido, decidiu se desfiliar, e foi para o PDT, partido pelo qual concorreu à Presidência da República em 2006. Com 2,64% dos votos válidos, ficou em quarto lugar, atrás de Lula, Geraldo Alckmin (PSDB) e Heloísa Helena (PSOL).

Senador eleito em 2002, foi reeleito em 2010. Neste ano, recebeu 317.778 votos, ou 12% dos votos, mas ficou em terceiro, atrás de Leila do Vôlei (PSB) e Izalci Ferreira (PSDB).

 

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