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Em estreia nas eleições, Rede vence em apenas uma capital: Macapá

Egresso do PSOL, Clécio Luís foi reeleito prefeito de Macapá

Por Laryssa Borges 30 out 2016, 19h06

Em sua primeira disputa eleitoral desde que teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Rede Sustentabilidade, partido criado pela ex-ministra Marina Silva, conseguiu conquistar apenas uma capital no pleito municipal deste ano. Venceu neste domingo com relativa folga – 60,44% contra 39,56% – em Macapá, capital do Amapá, com a reeleição do prefeito Clécio Luís.

Embora tenha sido gestada sob a bandeira da “nova política”, a Rede no Amapá se aliou a partidos historicamente conservadores, como o PSC e o Democratas, este último o maior financiador da campanha do prefeito reeleito – foram 1,22 milhão de reais, o que equivale a mais de 96% de todas as receitas arrecadadas pela coligação. O próprio Clécio Luís, ao deixar os quadros do Psol depois de dez anos, anunciou que negociava se filiar a legendas das mais diversas matizes – do PCdoB ao PSD. O prefeito reeleito formalizou sua filiação à Rede em março deste ano depois de reclamar da “perversa lógica eleitoral” a que supostamente era submetido na antiga sigla.

Na disputa eleitoral na capital do Amapá, Clécio Luís liderou desde o início do primeiro turno, ora tendo como adversária a vereadora Aline Gurgel (PRB), que terminou na terceira colocação, ora o ex-senador Gilvam Borges (PMDB), seu concorrente no turno suplementar. Na comparação com o primeiro turno, Clécio ampliou sua preferência junto ao eleitorado em quase 16 pontos percentuais, transferindo boa parte dos votos dos concorrentes no primeiro turno.

No segundo turno, as forças políticas locais optaram essencialmente por não declarar apoio a nenhum dos concorrentes que chegaram à reta final das eleições. À exceção de Aline Gurgel, que se aliou a Gilvam Borges, e do Promotor Moisés (PEN), que passou a apoiar Clécio Luís, os demais candidatos – Ruy Smith (PSB), Genival Cruz (PSTU) e Dora Nascimento (PT) – defenderam a neutralidade no restante da eleição ou o voto nulo.

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