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Eduardo rebate crítica de Major Olimpio: ‘Eu não sou príncipe’

Deputado disse que, se estiver atrapalhando, cabe ao presidente Jair Bolsonaro puxar a sua orelha

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) respondeu às críticas que o senador Major Olimpio (PSL-SP) fez à família presidencial nesta sexta-feira, 11. Líder do PSL no Senado, Olimpio disse que a crise aberta por Jair Bolsonaro com o partido é “uma conspiração baixa” e afirmou que os filhos do presidente se comportam como príncipes.

“Eu não faço parte da família real, não sou príncipe. Discordo dele, mas os assuntos do PSL têm que ser tratados de maneira interna, para evitar desgastes. É opinião dele, eu respeito, mas no momento em que estiver atrapalhando, o próprio presidente irá puxar a minha orelha”, declarou.

Eduardo se manifestou em entrevista coletiva realizada durante o fórum conservador CPAC Brasil, em São Paulo. A sessão de perguntas e respostas contava com presença maciça de blogs alinhados ao governo. Após a indagação sobre Olimpio, feita por uma jornalista do canal GloboNews, a coordenadora da entrevista solicitou que apenas perguntas referentes ao evento fossem feitas. Um jornalista tentou indagar o deputado mais uma vez sobre a crise no PSL, mas foi hostilizado e impedido de prosseguir pelos organizadores.

O deputado deu uma leve estocada no partido ao dizer que movimentos de direita ainda estão se organizando no Brasil e que não existe uma sigla de viés conservador no país.

“Antes de a esquerda tomar o poder, você teve uma série de debates que, às vezes, duravam décadas. No Brasil, as coisas se inverteram. Temos um presidente conservador, mas não temos nem uma imprensa nem uma universidade conservadoras. Não temos um partido conservador no Brasil. Temos o PSL, sim, mas estamos passando por um momento de depuração no país”, afirmou.

A entrevista também contou com as presenças de Matt Schlapp, presidente da American Conservative Union, e com Antônio de Rueda, vice-presidente do PSL. Ao apresentar Rueda aos jornalistas, a coordenadora do evento mencionou apenas que ele exerce o cargo de diretor financeiro da Fundação Índigo, ligada ao partido.

A presença do presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), estava prevista no evento, mas ele foi retirado da programação após a crise aberta por Jair Bolsonaro. Na terça-feira 8, Bolsonaro pediu a um apoiador que esquecesse o partido e disse que Bivar está “queimado pra caramba”.

Um rapaz se apresentou a Bolsonaro como pré-candidato no Recife pelo PSL. Logo em seguida o presidente cochichou em seu ouvido: “Esquece o PSL”. Mesmo assim, ele gravou um vídeo com o presidente ao seu lado dizendo “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife”.