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Dilma é refém do PMDB, diz Aécio após revés do governo

Palácio do Planalto não conseguiu aprovar projeto que rasga a Lei de Diretrizes Orçamentárias em sessão do Congresso porque aliados faltaram

Por Da Redação 26 nov 2014, 18h21

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do PSDB, afirmou nesta quarta-feira que a presidente Dilma Rousseff (PT) é “refém” da sua base aliada no Congresso, especialmente do PMDB. Ele colocou na conta dos governistas a derrota que o Palácio do Planalto sofreu nesta quarta-feira na votação do projeto que flexibiliza a meta do superávit primário. “A presidente, para se livrar do crime de responsabilidade, terá de entregar espaços cada vez maiores do seu governo. E a base sabe disso. Hoje ela é refém da sua base de apoio, especialmente do PMDB.”

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Mesmo tendo a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, o governo não conseguiu colocar no plenário o número exigido de parlamentares para iniciar a sessão desta quarta-feira e a apreciação da matéria teve de ser adiada para a próxima semana.

Para o tucano, a base só irá aprovar o projeto, que é considerado “prioridade total” para o Palácio do Planalto, caso Dilma atenda aos pleitos dos partidos aliados. A moeda de troca, diz, seria a distribuição de cargos e de ministérios.

O governo queria aprovar seu projeto que rasga a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para transmitir uma mensagem de tranquilidade ao mercado às vésperas do anúncio da nova equipe econômica, prometida pelo Palácio do Planalto para esta quinta-feira.

(Com Estadão Conteúdo)

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