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Derrotado, Paes diz que procura emprego na iniciativa privada

Ao ser questionado se estaria disposto a assumir algum cargo no governo de Witzel, o ex-prefeito do DEM brincou: “Deus me livre”

Por Maria Clara Vieira Atualizado em 28 out 2018, 21h55 - Publicado em 28 out 2018, 20h54

Favorito nas primeiras pesquisas eleitorais, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) foi derrotado por larga margem de votos pelo candidato Wilson Witzel (PSC), a grande surpresa da eleição estadual fluminense. Em coletiva após a divulgação do resultado (59,86% para Witzel e 40,14% para Witzel), o ex-emedebista disse que vai para a iniciativa privada.

“Vou procurar emprego para pagar as contas de casa”, disse Paes, que respondeu com um “Deus me livre” à pergunta se estaria disposto a assumir algum cargo no governo de Witzel.

“Acabei de cumprimentá-lo pela vitória e me coloquei à disposição para ajudar com opiniões”, disse o ex-prefeito, ressaltando que “as disputas do calor eleitoral estão esquecidas”.

Paes agradeceu o apoio de opositores históricos como o PSOL e o PT, e de membros do PSL. “Vi forças políticas completamente distintas me apoiando. Fiquei muito feliz quando vi a página Fora Eduardo Paes mudando de lado. Espero que agora ela me dê férias”, brincou o candidato, que afirmou que não se arrepende de ter mantido a neutralidade.

  • O candidato minimizou seu passado emedebista diante da derrota nas urnas. “Olha o que aconteceu com a maioria dos políticos que estão há tanto tempo na política como eu. Credito minha derrota muito mais ao fato de as pessoas quererem políticos novos do que ao meu tempo no MDB. O Sérgio Cabral é uma pessoa – que já está presa e pagando por seus crimes – e eu sou outra”, reforçou Paes, que estava acompanhado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pelo deputado federal Pedro Paulo Carvalho e por outros apoiadores.

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