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Demóstenes volta à tribuna e diz estar com depressão

Senador falou pela quinta vez em cinco dias e encarnou o papel de vítima

Por Gabriel Castro 6 jul 2012, 12h25

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) fez nesta sexta-feira dois pronunciamentos na tribuna do Senado, completando a marca de cinco discursos em cinco dias. O parlamentar repetiu a cantilena de que a Polícia Federal editou deliberadamente as conversas telefônicas entre ele e Carlinhos Cachoeira.

Segundo Demóstenes, que contratou um perito para analisar os áudios, há sinais de adulteração: “O doutor Joel Ribeiro Fernandes, sem os áudios originais, só com cópias em mãos, analisou poucos minutos das 250.000 horas de gravações e encontrou indícios graves de violações”, disse o senador.

O ex-democrata também diz estar sofrendo de depressão com o que chamou de “ataques”. “A depressão que me invadiu nesse episódio dos ataques à minha honra me impedem de ler e ouvir música, os dois dos maiores prazeres de que desfruto”, afirmou.

O parlamentar disse, ainda, que nunca amealhou um grande patrimônio, o que seria uma prova de que não se beneficiou do esquema de Carlinhos Cachoeira. “Quem analisou a papelada notou que, após o meu divórcio, fiquei sem bem algum, até sem casa para morar”, declarou. “Meu único local de residência era o apartamento funcional do Senado”.

Demóstenes, que se casou novamente no ano passado, afirmou que o apartamento onde vive só estará quitado quando ele tiver 81 anos. “Só agora, há menos de três meses, mudei para um apartamento que eu e minha esposa financiamos pelo Banco do Brasil e será quitado em 30 anos”.

O plenário, mais uma vez, estava praticamente vazio. Os senadores decidirão o futuro de Demóstenes em votação secreta na próxima quarta-feira. A cassação do parlamentar depende de maioria simples: 41 dos 81 senadores.

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