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Debate na TV: todos contra Alckmin

Governador-candidato anuncia que vai sancionar proposta aprovada pelos deputados que proíbe o uso de máscaras em protestos de rua

Por Felipe Frazão e Eduardo Gonçalves - 25 ago 2014, 19h31

No primeiro debate na televisão com a presença de todos os candidatos ao governo de São Paulo, aconteceu o esperado: todos os ataques foram dirigidos ao atual governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), líder disparado nas pesquisas. A crise de falta de água no estado e a segurança pública foram os temas centrais, assim como ocorreu no “não-debate” da TV Bandeirantes – ao qual o tucano não esteve presente por motivo de saúde. Alckmin também anunciou que vai sancionar o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa proibindo o uso de máscaras em manifestações de rua.

“Somos contrários a qualquer tipo de máscara. Uma coisa é manifestação. Outra, destruição de patrimônio público e privado”, disse o tucano, no debate promovido por SBT, Folha de S. Paulo, UOL e rádio Jovem Pan. Alckmin também defendeu a Polícia Militar, alvo de ataques do petista Alexandre Padilha: “A polícia de São Paulo não é assassina. É firme e legalista.”

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Padilha afirmou que não adotará o racionamento de água no Estado caso a crise de abastecimento do Sistema Cantareira se prolongue para 2015. O petista também atacou o tucano, que lembrou a pior crise de seca no estado para justificar a baixa no reservatório. “O seu discurso não enche a caixa d’água de ninguém”, disse Padilha.

O vereador Gilberto Natalini (PV) aproveitou uma pergunta direcionada a Padilha para criticar o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), que assistia ao debate no estúdio. Segundo o vereador, o PT cometeu “um crime ambiental e incentivou ocupação em área de manancial à beira da Represa Guarapiranga” na gestão Haddad.

Aproveitando a repercussão da prisão do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por 52 estupros de pacientes, Paulo Skaf (PMDB) voltou a usar dados sobre o número de estupros na TV e disse dará especial atenção para combater esses “monstros”. Alckmin lembrou que o ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB) é “chefe da campanha” de Skaf e que, na época dele, “a polícia não tinha gasolina, bala e nem colete à prova de bala. “São Paulo não quer andar para trás”, provocou o tucano.

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