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De uma tacada só, governo troca quatro secretários-executivos

Nelson Barbosa, da Fazenda, será o primeiro a deixar o cargo. Alessandro Teixeira será substituído no Desenvolvimento, e Beto Vasconcelos e Cezar Alvarez deixam a Casa Civil e as Comunicações. Governo evita falar em diáspora

Por Da Redação - 14 Maio 2013, 17h37

O governo Dilma Rousseff terá quatro novos secretários executivos nos próximos meses. Em pouco mais de 24 horas, foram oficializadas as saídas de Nelson Barbosa, do Ministério da Fazenda, de Alessandro Teixeira, do Desenvolvimento, de Beto Vasconcelos, da Casa Civil, e de Cezar Alvarez das Comunicações. De todos eles, apenas Alvarez sairá para concluir sua tese de doutorado em educação e tecnologia da comunicada numa universidade americana. Os demais deixam seus cargos por desgaste com os superiores. Mas, segundo apuração do jornal Valor Econômico, os assessores próximos da presidente Dilma insistem que se trata de mera “coincidência” e que esse movimento não se configura uma diáspora.

De acordo com o Radar On-line, o ministro Fernando Pimentel planejava há algum tempo a troca do número 2 do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Na semana passada, a presidente chegou a suspender a troca. Mas Pimentel conseguiu nas últimas horas o aval da presidente para demitir Teixeira. O ministro atribui a amigos de Teixeira o vazamento de informações que o prejudicam, como a carona que ele pegou no avião do empresário João Dória Júnior no ano passado, relata o Valor. Para o lugar dele está cotado Ricardo Schaefer, atual secretário executivo adjunto.

O caso de Nelson Barbosa está sendo levado em banho-maria desde o segundo semestre do ano passado. Foi nesse período que, sem explicações, Dilma trocou Barbosa por Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional, como o principal articular das ideias econômicas defendidas pela presidente. A “virada” foi percebida no anúncio do programa de concessões de infraestrutura, liderada por Augustin, em agosto do ano passado. Barbosa estava no governo desde 2003, era considerado um técnico importante e fez parte das equipes do ministro Guido Mantega desde sua gestão no Ministério do Planejamento. Em 2011, sucedeu Nelson Machado do posto de secretário-executivo e se tornou um nome recorrente em apresentações oficiais. Com a perda de prestígio nos últimos meses, Barbosa pediu exoneração ao ministro Guido Mantega por razões pessoais. O atual secretário-executivo-adjunto, Dyogo Oliveira, deverá assumir o cargo interinamente no lugar de Barbosa.

Prestigiado quando o ex-ministro Antonio Palocci ocupava a Casa Civil, Beto Vasconcelos bateu de frente com Gleisi Hoffmann. A atual chefe da pasta cortou o espaço e a liberdade de decisões que Vasconcelos tinha com o antecessor. Esse descontentamento apressou a decisão do secretário em estudar no exterior. Mas ele e Alvarez poderiam ser readmitidos em outros cargos do governo assim que voltarem para o Brasil.

(com Estadão Conteúdo)

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