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De ‘gerentona’ a ‘mãezona’: a nova imagem de Dilma em teste no Rio de Janeiro

Presidente abraça, beija e afaga formandos do Pronatec em evento em São Gonçalo, onde prometeu transformar programa em "política de estado"

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro - 15 abr 2014, 17h44

Com a imagem de “gerentona” prejudicada por problemas que vão de irregularidades na Petrobras aos atrasos em investimentos públicos federais, a presidente Dilma Rousseff exercitou, nesta terça-feira, seu lado “mãezona” de programas sociais. Em clima de campanha, Dilma abraçou, beijou e posou para fotos com formandos do Programa Nacional de Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que oferece vagas gratuitas em cursos técnicos, durante cerimônia organizada pelo Palácio do Planalto em um clube de São Gonçalo, cidade a 15 quilômetros do Rio, na Região Metropolitana.

No discurso para cerca de mil formandos, a presidente disse ter recebido um pedido de um dos estudantes: transformar o Pronatec em uma política de Estado. E, assim, a “mãezona” prometeu fazer. “Um aluno falou para transformar o curso técnico em programa de estado. Eu aqui assumo com vocês o compromisso de transformar o Pronatec em um programa brasileiro de Estado”, disse a presidente, que falou e agiu como se os demais candidatos à presidência oferecessem riscos à continuidade de programas sociais criados ou ampliados nos governos do PT.

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Dilma exaltou as qualidades do programa, que teve 6,3 milhões de matriculados desde a criação em outubro de 2011. A presidente disse que vai cumprir a promessa de terminar este ano com 8 milhões de matrículas em cursos oferecidos pelo Pronatec. O programa é uma tentativa da presidente de deixar uma marca de governo para o público jovem, assim como o Programa Universidade para Todos (ProUni), de bolsas de estudo em universidades particulares, foi idealizado no governo Lula.

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“Quero dirigir um cumprimento especial aos familiares e às mães, e uma mãe acaba de dizer uma frase linda para o filho: ‘Eu te amo’. É algo que a gente sabe, a gente que é mãe e que tem mãe, sabe que a vida é assim. Vocês me enchem de orgulho. Nós sabemos que o Pronatec virou sinônimo de excelência”, afirmou a presidente.

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Antes do discurso de Dilma, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim (PR), também falaram aos formandos, mas foram vaiados. Pezão elogiou a formação de mão de obra em cursos técnicos e agradeceu a Dilma. É a segunda vez em duas semanas que Dilma e Pezão dividem palanque, mas desta vez o peemedebista teve de dividir o palanque com Mulim, aliado de Anthony Garotinho (PR), e o ministro da Pesca, Eduardo Lopes (PRB), parceiro de Marcelo Crivella (PRB). No Rio, a presidente apoia as candidaturas de Lindbergh Farias (PT), Luiz Fernando Pezão (PMDB), Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB).

“Agradecemos profundamente à senhora, que possibilitou que o estado do Rio de Janeiro vire a referência que é hoje”, disse Pezão.

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