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Costa e Youssef farão novos depoimentos sobre políticos

Audiências são para checar declarações dos 2 principais delatores do petrolão

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef vão prestar depoimentos complementares a partir desta quarta-feira para dar detalhes adicionais sobre a participação de políticos no escândalo do petrolão. As novas audiências foram autorizadas pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de pedido do Ministério Público Federal.

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Os depoimentos não incluem fatos novos, mas servem para checar as declarações dos dois principais delatores do petrolão, cruzar dados de provas colhidas pelos investigadores e embasar o MP a apresentar denúncias contra deputados e senadores apontados como beneficiários do esquema de cobrança de propina e lavagem de dinheiro na Petrobras. A intenção do procurador-geral da República Rodrigo Janot é encaminhar pedidos de abertura de inquérito e denúncias contra autoridades com foro privilegiado citadas na Operação Lava Jato logo depois do Carnaval.

Paulo Roberto Costa assinou acordo de delação premiada no dia 27 de agosto e apontou o nome de deputados, senadores e ex-governadores que receberam propina do esquema criminoso. Reportagem de VEJA revelou que o ex-diretor afirmou à Justiça e ao Ministério Público que políticos da base aliada à presidente Dilma e que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que disputava a Presidência da República ao lado de Marina Silva, receberam dinheiro do esquema.

O rol de citados pelo delator inclui três ex-governadores, senadores, um ex-ministro do governo Dilma e pelo menos 25 deputados federais que embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal. De acordo com depoimento de Costa, o esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula, mas também adentrou a atual gestão da presidente Dilma Rousseff.

Entre os nomes elencados por Costa estão os ex-governadores Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, Eduardo Campos, de Pernambuco, o ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).