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Com medo de derrota em BH, PSDB reforça campanha de João Leite

Crescimento de Alexandre Kalil nas pesquisas acende alerta vermelho e Aécio Neves aumenta sua participação na campanha do tucano

Por Luísa Bustamante Atualizado em 5 fev 2021, 10h47 - Publicado em 28 out 2016, 18h32

Distante das eleições municipais no primeiro turno, o senador Aécio Neves reforçou a campanha de João Leite (PSDB) na reta final da disputa pela prefeitura de Belo Horizonte. Na última semana, o candidato foi acompanhado de perto pelo senador, principal interessado em sua vitória na capital mineira. O tucano desembarcou na cidade na segunda-feira, quando participou de um jantar para arrecadar fundos para a campanha de Leite. Voltou para Brasília na quarta-feira. No fim de semana, retorna à capital para votar e acompanhar a apuração ao lado do correligionário.

Depois de ser ultrapassado pelo rival Alexandre Kalil (PHS) nas pesquisas de intenção de voto, Leite também passou a contar com a participação direta dos deputados federais Marcus Pestana e Domingos Sávio, além de Andrea Neves, irmã de Aécio, no comando da campanha. Andrea comandou a estrutura de comunicação do governo de Aécio em Minas e é conhecida por ser a grande responsável pela construção da imagem do irmão como um gestor competente. Também coube à ela, sempre nos bastidores, o comando da campanha do tucano à presidência em 2014.

Segundo Marcus Pestana, Andrea fica responsável por dar o tom do programa eleitoral televisivo de João Leite. Na última quinta-feira (27), o personagem principal da propaganda foi Aécio, que apareceu sozinho na TV, pedindo votos ao candidato. Durante dois minutos, falou sobre a importância da “boa política”, sem a qual “não há democracia” e sim o “autoritarismo”. O recado foi dirigido à Kalil, que tem como slogan de campanha o mote “chega de político”.

Aécio está diante de duas disputas: uma pela prefeitura da capital de seu estado, outra pela indicação de seu nome como candidato à presidência da República. Um dos cotados pelo partido é Geraldo Alckmin, que elegeu João Doria em primeiro turno em São Paulo. Os quadros ligados à Aécio negam que a eventual derrota de Leite enfraqueça a indicação do senador mineiro para 2018. Se João Leite perder, contudo, será o terceiro fracasso consecutivo de Aécio em seu colégio eleitoral. Há dois anos, o senador perdeu a eleição para Dilma em Minas e também não elegeu o governador Pimenta da Veiga contra o petista Fernando Pimentel.

Oficialmente, o senador não fala sobre suas atividades na campanha do correligionário. Em seu lugar, Domingos Sávio, presidente estadual do PSDB em Minas, afirma que Aécio “tem participado dentro da estratégia traçada para que o protagonista seja sempre o candidato”. O deputado afirma, sem entrar em detalhes, que o senador discute, inclusive, propostas apresentadas pela campanha.

Já o deputado Pestana admite que perder em Belo Horizonte seria uma derrota para o partido, mas nega que o Aécio ficaria enfraquecido. “Seria uma grande derrota, mas essa é uma eleição com muitas peculiaridades. O pleito municipal não reflete o que é a eleição nacional, não há conexão lógica nenhuma nisso. O Aécio (Neves), o (José) Serra e o Geraldo (Alckmin) vão, num momento oportuno, dizer quem está mais apto para a disputa em 2018”, afirma.

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