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Carnaval: ex-preso da Lava Jato, três contraventores e governador vaiado

Primeiro dia de desfiles no Rio teve a presença de figuras que enfrentaram problemas com a Justiça

Por Cássio Bruno - Atualizado em 24 fev 2020, 01h49 - Publicado em 24 fev 2020, 01h25

Ex-preso da Operação Furna da Onça, braço da Lava-Jato no Rio, Chiquinho da Mangueira tem esperança de ter de volta o seu mandato de deputado estadual: “Eu acredito na Justiça. A Justiça é o melhor parâmetro para a democracia. Vou aguardar”, disse o ex-presidente da escola após o desfile na madrugada desta segunda, 24.

“A Mangueira vai brigar pelo título. Como presidente, fui campeão duas vezes”, completou ele, em seu primeiro Carnaval depois de ser solto. Condenado por corrupção, perdeu sua liberdade entre novembro de 2018 e janeiro de 2019, quando o STJ concedeu liminar para cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

No começo do mês, o político conseguiu um mandado de segurança na Justiça para reassumir sua cadeira na Assembleia Legislativa do Rio, após ser afastado. A Casa, entretanto, se recusou a dar novamente a posse, com o argumento de que a decisão confrontaria outra determinação. Até agora, Chiquinho não conseguiu voltar ao posto e briga pela vaga.

Também marcaram presença na Sapucaí outras figuras que enfrentaram problemas com a lei. Apareceram na festa três bicheiros condenados por corrupção: Marcelo Petrus Calil, presidente de honra da Viradouro, Anísio Abraão David, ligado à Beija-Flor, e Ailton Guimarães Jorge,

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Agitou ainda a avenida neste primeiro dia de Sapucaí a presença de Wilson Witzel, que surgiu acompanhado por João Doria, com quem pode travar uma parceria política nas próximas eleições presidenciais – assunto sobre o qual os dois evitaram comentar. O governador do Rio, entretanto, acabou vaiado em alguns momentos pela plateia do Sambódromo.

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