Campanha presidencial esgotou reservas financeiras do PT

Gleisi Hoffmann informou condição financeira delicada em comunicado; partido terá arrecadação por financiamento coletivo

Por Giovanna Romano - Atualizado em 14 dez 2018, 10h02 - Publicado em 13 dez 2018, 11h03

Em um comunicado divulgado no site oficial do Partido dos Trabalhadores (PT), a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, informou o esgotamento das reservas financeiras mantidas pelo PT durante as campanhas de 2018, em especial a Presidencial, que teria deixado dívidas e causado impacto negativo nas finanças.

De acordo com a nota, o partido “subsiste praticamente do Fundo Partidário” que teria sido insuficiente para a manutenção das atividades após o término das reservas mantidas pelo PT. Para a presidência, diante deste cenário, é necessária a adoção de medidas para equilibrar as finanças, saldar as dívidas, manter as atividades partidárias e, assim, garantir a saúde financeira do partido.

Gleisi, junto à Secretaria de Finanças e Planejamento do PT, comunicaram algumas medidas que o partido irão adotar. Entre elas: suspender viagens e hospedagens de dirigentes e funcionários durante dezembro e janeiro, revisar a folha de pagamento do Diretório Nacional a partir de 2019 e reduzir os aluguéis de instalações e contratos de prestação de serviços.

O PT pretende, também, reforçar as campanhas de arrecadação por financiamento coletivo para a contribuição financeira de parlamentares, cargos comissionados e filiados ao partido. No começo de novembro deste ano, o partido pediu ajuda dos eleitores para fechar as contas da campanha à presidência de Fernando Haddad com vaquinhas virtuais.

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Ainda, o comunicado informou a criação de um conjunto de regras com a implantação de um Compliance [conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais e regulamentares] que serão apresentados na próxima reunião do partido.

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