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Bolsonaro promete vetar quarentena eleitoral para juízes e militares

Presidente também disse que não vai tomar vacina contra a Covid-19 para comparecer à Assembleia Geral da ONU, que acontece na semana que vem

Por Da Redação 16 set 2021, 20h19

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira, 16, que vai vetar a quarentena eleitoral para juízes e policiais militares, caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional: “Um absurdo, espero que o Senado não aprove isso daí. Se o cara sai da cadeia, pode ser candidato à Presidência da República, e você, militar da ativa, não pode ser candidato a vereador. Se passar no Senado, e acho que não passa, obviamente, a gente veta”, disse.

Durante sua tradicional live nas redes sociais, o chefe do Planalto disse que a medida quer “alijar os militares de maneira geral da política”.

Na última quarta, a Câmara recolocou no projeto da reforma eleitoral a emenda que prevê que juízes, integrantes do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares tenham que ficar quatro anos longe do cargo antes de concorrerem às eleições a partir do pleito de 2026. A medida ainda será analisada pelos senadores.

Vacina

Jair Bolsonaro também disse que não vai tomar vacina contra a Covid-19 para comparecer à Assembleia Geral da ONU, que acontece na semana que vem. “Tomar vacina pra que? Minha taxa de anticorpos está lá em cima, eu te apresento o documento. Eu estou bem, vou tomar vacina, a Coronavac, por exemplo, que não vai chegar a essa efetividade, pra que eu vou tomar? Depois que todo mundo tomar a vacina, eu vou decidir o meu futuro aí”.

A cidade de Nova York, onde fica a sede do órgão, determinou que todos os participantes do evento deveriam ter um comprovante de imunização. Entretanto, a ONU afirmou que não pode cobrar o documento.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que participou da live, afirmou que irá manter a decisão de suspender a vacinação contra a Covid-19 em adolescentes sem comorbidades. A reiteração ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter divulgado uma nota na qual diz que, até o momento, “não existem evidência que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina”.

Perguntado se os estados vão seguir com a vacinação dos adolescentes, Queiroga voltou a dizer “que eles já não respeitavam antes”. “Depois reclamam da centralidade das ações do ministério. O ministério recomendou a vacina a partir do dia 15, tá bem claro e em bom português, mas começaram a vacinar antes e com vacinas que não são aprovadas pela Anvisa, basta olhar”, completou.

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