Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Bolsonaro pede desculpas a Maria do Rosário por ofensas

Em 2014, o então deputado federal afirmou que a petista 'não merecia ser estuprada' porque a considerava 'muito feia'

Cumprindo uma ordem judicial, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu desculpas nesta quinta-feira, 13, à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) por ofensas contra ela. Em 2014, em um discurso na tribuna da Câmara, o então deputado disse que a petista não “merecia” ser “estuprada” porque ele a considerava “muito feia”.

“Venho pedir publicamente desculpas pelas minhas falas passadas dirigidas à deputada federal Maria do Rosário Nunes. Naquele episódio, no calor do momento, em embate ideológico entre parlamentares, especificamente no que se refere à política de direitos humanos, relembrei fato ocorrido em 2003, em que, após ser injustamente ofendido pela congressista em questão, que me insultava, chamando-me de estuprador, retruquei afirmando que ela ‘não merecia ser estuprada'”, escreveu o presidente em sua conta oficial do Twitter.

Na nota de retratação publicada, o presidente garantiu o seu “respeito às mulheres”. Também no texto, Bolsonaro sustentou argumentos que apontam que, ainda enquanto deputado, ele defendeu pautas de proteção ao gênero feminino, como quando propôs em 2013 o projeto de lei que previa a aplicação de castração química a estupradores.

Bolsonaro ainda afirmou que a posse dele foi marcada pelo protagonismo feminino, retratado pelo discurso da primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Reitero, portanto, que as mulheres constituem uma prioridade de meu governo, o que tem sido e será sempre demonstrado através de ações concretas. Assim, reforço meu respeito a todas as mulheres”, conclui.

Em maio deste ano, a juíza Tatiana Dias da Silva Medina, da 18ª Vara Cível de Brasília, fixou um prazo de 15 dias para que Bolsonaro pagasse 10.000 reais de indenização à deputada federal por ofensas contra ela. Conforme decisão da magistrada, o presidente também terá de se retratar em um jornal de grande circulação e nas redes sociais.

Em fevereiro, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um recurso da defesa de Bolsonaro contra a condenação por danos morais. Na decisão, o ministro destacou que a imunidade presidencial prevista na Constituição — segundo a qual o presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao mandato — não se encaixa nas situações de esfera cível, como uma reparação por danos morais.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Mara Freitas

    E ela continua feia e nojenta, por dentro e por fora.

    Curtir

  2. Mara Freitas

    E ela continua feia e nojenta, por dentro e por fora. Mais ainda.

    Curtir

  3. Mara Freitas

    Outro lixo da esquerda.

    Curtir

  4. Mara Freitas

    Mais um lixo da esquerda.

    Curtir

  5. Mara Freitas

    Mais uma nojenta da esquerda.

    Curtir

  6. Mara Freitas

    Lixo é o que ela é.

    Curtir

  7. Mara Freitas

    Essa não vale o que come.

    Curtir