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Bolsonaro no G20: “Petrobras é problema” e economia cresce “forte”

Na reunião das maiores economias do mundo, presidente deu sua versão sobre a situação da estatal e do país em encontro com líder turco

Por Da Redação Atualizado em 30 out 2021, 12h20 - Publicado em 30 out 2021, 11h33

Em Roma, na Itália, para o encontro da Cúpula de Líderes do G20, que começou na manhã deste sábado, 30, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a Petrobras. Durante uma conversa informal com o presidente da Turquia, Recept Tayyiap Erdogan, pouco antes da foto oficial dos líderes presentes, afirmou que a estatal “é um problema”. A frase foi dita em uma rodinha na qual estava Olaf Scholx, o social-democrata que deve se tornar primeiro-ministro da Alemanha, mas não despertou a atenção do mandatário brasileiro. Ainda neste rápido encontro, Bolsonaro fez questão de afirmar que está num bom momento com “um apoio popular muito grande” – embora as pesquisas recentes mostrem justamente o contrário – e destacou que a economia do Brasil está crescendo “forte”

Depois de ser alvo de matérias de jornais e emissoras de TV italianas por caminhar no centro de Roma em meio a um grupo de cerca de 30 pessoas aglomeradas, muitas sem a proteção facial (que é obrigatória em ambientes abertos onde não seja possível manter o distanciamento físico), o presidente brasileiro chegou hoje ao encontro do G20 usando máscara. O encontro com o presidente turco aconteceu numa antessala do espaço de reuniões, tendo o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao lado. Ao ser questionado sobre a situação no Brasil, Bolsonaro disse: “A economia voltando bem forte. A mídia como sempre atacando, estamos resistindo bem. Não é fácil ser chefe de Estado em qualquer lugar do mundo”.

Quando Erdogan tocou no assunto dos recursos petrolíferos brasileiros e citou a Petrobras, Bolsonaro aproveitou a deixa para voltar a afirmar que a “Petrobras é um problema”, que ele estava quebrando monopólios “com uma reação muito grande”. E ainda disse: “Há pouco tempo era uma empresa de partido político. Mudamos isso”. Ao ser interpelado sobre o futuro político do país e o presidente turco demonstrar interesse sobre a próxima eleição no Brasil, Bolsonaro também deu a sua versão sobre o que acontece no Brasil neste campo: “Temos um apoio popular muito grande e uma boa equipe de ministros. Não aceitei indicação de ninguém”. E completou dizendo “prestigiei as Forças Armadas” e que um terço dos ministros “é de militares profissionais”.

Para especialistas, alguns fatos apontam para um certo isolamento de Bolsonaro frente ao grupo das maiores economias do mundo. O principal deles é o fato de Bolsonaro ter apenas dois encontros presenciais agendados, segundo a assessoria de imprensa. Durante este fim de semana para o G20 neste fim de semana na Itália, boa parte dos líderes presentes está tendo diversas reuniões bilaterais. Pela agenda presidencial, na tarde deste sábado está previsto um encontro com o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann. Considerado o clube dos ricos, o Brasil tem a intenção de entrar na OCDE. Ontem, Bolsonaro esteve com o presidente italiano Sergio Mattarella, uma formalidade já que a Itália hospeda o evento.

A reunião dos líderes do G20 na capital italiana é a primeira que ocorre presencialmente desde o início da pandemia. As discussões previstas são centradas em economia e saúde global, mudanças do clima e desenvolvimento sustentável.

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