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Bolsonaristas ironizam indicação de documentário ao Oscar: ‘Ficção’

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro criticaram nomeação de 'Democracia em Vertigem', sobre o impeachment de Dilma, pela Academia

Por Giovanna Romano - 14 jan 2020, 10h16

A indicação do documentário Democracia em Vertigem, dirigido por Petra Costa, ao Oscar segue repercutindo nas redes sociais na manhã desta terça-feira, 14. A hashtag #TheEdgeOfDemocracyFAKE amanheceu na lista de assuntos mais comentados do Twitter. Integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro também publicaram postagens criticando o longa-metragem sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e acusando a produção de ser um “filme de ficção”.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou, em tom de ironia, ter “orgulho” de ver um filme brasileiro sendo indicado ao Oscar em três categorias: “Terror, comédia e ficção”. “A estrela da farsa [Dilma Rousseff] levou o Brasil, em cinco anos, ao fundo do poço. Deu uma aula de gestão desastrosa, incompetência e insolvência financeira”, escreveu na rede social.

O documentário, que polarizou opiniões desde a sua estreia na Netflix, em junho de 2019, acompanha o processo de impeachment de Dilma e a piora da crise política no Brasil. A maior crítica da ala bolsonarista é a de que o longa-metragem retrata apenas a perspectiva do PT.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, disse nas redes sociais que as indicações ao Oscar “não são a toa (sic)”. “Se fosse um documentário mostrando a maior manifestação de rua da história do Brasil (contra o PT do lulopetismo) jamais seriam (sic) indicados”, afirmou.

O assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, Arthur Weintraub, irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, também ironizou a nomeação. “Sobre o documentário do ‘golpe’ que foi indicado ao oscar. O correto é gópi”, afirmou.

O Movimento Brasil Livre (MBL), responsável por organizar as manifestações contra Dilma durante o processo de impeachment, aproveitou a indicação para divulgar o próprio documentário sobre o período e não deixou de criticar Democracia em Vertigem. “Uma farsa gigantesca que ignora milhões de brasileiros que foram às ruas contra o maior escândalo de corrupção da história”, definiu.

Outros políticos bolsonaristas como Marco Feliciano, Bia Kicis e Carla Zambelli já haviam criticado a indicação, dizendo que ela é uma “afronta à população brasileira”. O PSDB, por sua vez, ironizou a notícia, parabenizando a diretora pela “indicação de melhor ficção e fantasia”.

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