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Black bloc ataca fotógrafo em protesto contra tarifa

O repórter fotográfico Gustavo Gerchmann teve sua câmera quebrada após a passeata ir até o prédio do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad

Por Eduardo Gonçalves - 29 jan 2015, 21h37

O sexto protesto do Movimento Passe Livre (MPL) este ano contra o aumento na tarifa de transportes (de 3 reais para 3,50 reais) em São Paulo tomou um rumo diferente dos anteriores: os alvos desta vez foram o prefeito Fernando Haddad (PT) e a imprensa, agredida no fim da manifestação. Dois vândalos foram detidos e encaminhados ao 78º Distrito Policial por estarem com material de pichação e bolas de gude, que são transformadas em armas quando atiradas contra policiais.

Repórter fotógrafico Gustavo Gerchmann é atacado por blacks blocs e tem seu equipamento quebrado no final do ato no monumento das bandeiras durante Protesto de integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo - 29/01/2015
Repórter fotógrafico Gustavo Gerchmann é atacado por blacks blocs e tem seu equipamento quebrado no final do ato no monumento das bandeiras durante Protesto de integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo – 29/01/2015 VEJA

Um grupo estimado pela Polícia Militar em cerca de 1.000 manifestantes caminhou da Avenida Paulista até a casa do prefeito Fernando Haddad, um prédio no bairro do Paraíso. Com a estratégia de cercar os manifestantes e isolar alvos físicos, como agências bancárias, a Polícia Militar conseguiu evitar depredações durante a caminhada. Mas não impediu a delinquência dos arruaceiros: um black bloc atacou o fotógrafo Gustavo Gerchmann, da Agência Futura Press, ao final da manifestação. Ele clicava imagens de um grupo de vândalos reunido próximo ao Monumento às Bandeiras quando um deles ordenou que os fotógrafos se afastassem – outro mascarado, mais agressivo, quebrou o equipamento do profissional com um chute. O monumento estava sendo pichado.

Participaram da passeata cerca de 100 professores da rede estadual de ensino e ao menos quarenta adeptos do Black Bloc com escudos e pedaços de madeira. No edifício de Haddad, eles se depararam com uma tropa de policiais militares postada, o que impedia a aproximação – eram cerca de quarenta homens, mais do que os que protegiam a sede da Assembleia Legislativa do Estado, destino final da passeata. Aos gritos de “ei, Haddad, pega o busão”, os manifestantes fizeram um ato simbólico, erguendo uma réplica dourada de uma catraca, segundo eles, como um prêmio pelo “desserviço do prefeito” na área do transporte público. A assessoria de imprensa do PT informou que Haddad não estava em casa.

Depois do término do protesto, alguns baderneiros invadiram ônibus que circulavam pela região do Ibirapuera e seguiram viagem sem pagar.

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