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Arthur Lira fustiga Alexandre Padilha, mas o Centrão quer mesmo é a Saúde

No Planalto, diz-se que a tentativa de derrubada do ministro da articulação política seria a primeira parte de um plano bem mais ambicioso

Por Daniel Pereira
10 fev 2024, 13h30

Na abertura dos trabalhos do Legislativo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), teceu duras críticas ao governo e reforçou uma ofensiva deflagrada nos bastidores pela demissão do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pela articulação política e acusado de não cumprir acordos firmados com os congressistas.

Líder do Centrão, bloco conhecido por apoiar qualquer governo desde que devidamente compensado com cargos e verbas orçamentárias, o deputado está insatisfeito com a decisão do presidente Lula de vetar a desoneração de 17 setores da economia e de revogar um programa destinado ao setor de eventos, que, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pode ter sido usado para lavar dinheiro de origem ilícita.

Outras queixas de Lira são com o veto de Lula a 5,6 bilhões de reais em emendas de comissão e com a imposição de regras pelo Ministério da Saúde para a liberação de recursos indicados por deputados e senadores — regras que estariam dificultando o desembolso dos valores. O presidente da Câmara culpa Padilha por estes dois pontos específicos. 

“Seguiremos firmes na prática da boa política, pressuposto mais do que necessário para o exercício da própria democracia. E a boa política, como sabemos, apoia-se num pilar essencial: o respeito aos acordos firmados e o cumprimento à palavra empenhada”, declarou Lira em discurso no plenário.

Cobiça por cargos

O presidente Lula não dá sinais de que pretende demitir Padilha. No ano passado, também não acatou a sugestão de Lira de exonerar da Casa Civil o ministro Rui Costa, de quem o deputado se aproximou nos últimos meses. No Planalto, corre a versão de que Lira quer a demissão de Padilha porque ele é um anteparo à ministra da Saúde, Nísia Trindade. A queda de um abriria caminho para a exoneração da outra, aumentando as chances de o Centrão finalmente realizar seu antigo sonho de controlar a pasta. 

Em 2023, o presidente da Câmara e o Centrão pressionaram o governo a ceder ao bloco a Saúde. Chegaram a escolher um nome para substituir Nísia Trindade. Lula não cedeu a pasta, mas contemplou o grupo com os ministérios do Esporte e de Portos e Aeroportos, além do comando da Caixa Econômica Federal.

Acossado pelo comandante da Câmara, Padilha tangenciou a polêmica e preferiu brincar com as palavras. Numa entrevista, disse ser ministro de Relações Institucionais, e não de relações interpessoais.

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