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Após eleições, PSD ganha 2 deputados na Câmara; PMDB perde 2

Partido de Gilberto Kassab terá bancada de 38 deputados federais; peemedebistas na Câmara serão 65

Por Da Redação 31 out 2016, 18h08

Com o resultado das eleições municipais, 18 parlamentares deixarão a Câmara dos Deputados e quem ampliará suas bancadas são os partidos de médio porte. As grandes legendas terão sua representação na Casa ligeiramente reduzida. O PSDB, um dos partidos que mais perderá deputados, ganhará o reforço da ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, na vaga que será deixada por Nelson Marchezan Jr, prefeito eleito de Porto Alegre.

O PSD tem hoje 36 deputados e ganhará dois novos integrantes. O PSDC, que não tem atualmente nenhum deputado, será representado por Francisco Vaidon Oliveira (CE), no lugar de Moroni Torgan (DEM-CE), vice-prefeito eleito de Fortaleza. Ganharão um deputado cada: PDT (tem hoje 19), PSB (atualmente com 31), PCdoB (hoje com 11) e PPS (hoje com oito).

Maior partido da Câmara, o PMDB tem hoje na bancada 67 parlamentares, cinco dos quais foram eleitos prefeitos. Entre os suplentes, só três são do partido, ou seja, a bancada ficará em 2017 com menos dois deputados. Já o PSDB elegeu quatro prefeitos, mas só dois deles têm suplente tucano, ou seja, a bancada de 49 será reduzida a 47.

Grande derrotado nas urnas em 2016, o PT é o segundo maior partido na Câmara, com 58 representantes, sendo dois deles eleitos. O partido perderá uma vaga porque o suplente de Moema Gramacho (PT-BA) é Fernando Torres, do PSD. Deixará o mandato Fabiano Horta (PT-RJ), que será substituído pelo petista Wadih Damous (RJ).

No DEM, a bancada de 25 deputados federais perderá apenas um parlamentar, Moroni Torgan, e ganhará dois titulares no ano que vem: Osmar Bertoldi (DEM-PR) no lugar de Marcelo Belinati (PP-PR) e Norma Ayub Alves (DEM-ES) no mandato de Max Filho (PSDB-ES).

Partidos do Centrão, como PTB (hoje com 18 deputados), PP (com 48) e PR (com 42) elegeram dois deputados cada, mas só ganharão um titular do mesmo partido.

Os suplentes só assumirão a vaga à medida que os titulares deixarem o mandato. Os deputados eleitos podem renunciar ao cargo até a véspera da posse, em 1º de janeiro de 2017. Alguns preferem continuar na vaga até o prazo final para garantir a aprovação de sua emenda parlamentar no Orçamento de 2017 da União.

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