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Apenas 17% aprovam a gestão de Haddad em São Paulo

Segundo pesquisa Datafolha, 36% dos paulistanos consideram a administração do petista ruim ou péssima

Ainda não se sabe qual será o papel do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. Mas pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo deixa claro que Haddad está longe de ser o cabo eleitoral dos sonhos: apenas 17% dos paulistanos consideram sua gestão boa ou ótima – índice ainda menor do que o obtido pelo petista na esteira dos protestos de junho do ano passado. Já os que avaliam a gestão Haddad como ruim ou péssimo somam 36%, e aqueles que a consideram regular são 44%.

Nos dois levantamentos anteriores – efetuados em junho e novembro de 2013 – a administração de Haddad era avaliada como boa ou ótima por 18% dos entrevistados. O total dos que consideravam a gestão ruim ou péssima era de 39% em novembro, oscilação dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos porcentuais, para mais ou para menos. O porcentual dos que avaliavam a administração como regular era de 40% em novembro.

Ainda de acordo com a pesquisa, 77% dos paulistanos consideram que Haddad fez menos que o esperado – e só 4% avaliam que ele superou as expectativas. No levantamento de abril do ano passado, os índices eram de 49% e 9%, respectivamente. O Datafolha ouviu 1.101 pessoas entre os dias 25 e 26 de junho.

Leia no blog de Reinaldo Azevedo:

A péssima avaliação de Haddad é, antes de tudo, uma questão de justiça. Ele prometeu criar 150 km de corredores de ônibus. Até agora, nada. Os 36 km que estão em construção foram licitados na gestão Kassab. Anunciou a construção de 243 creches. Um ano e meio depois, entregou apenas 26, e há sete em obras. Vale dizer: já cumpriu 38% do mandato e entregou apenas 8,1% da promessa. Jurou de pés juntos que faria 20 CEUS – entregou só um, e há nove em andamento. Dez deles têm o terreno meramente escolhido. Na saúde, a coisa é mais dramática: ainda não se assentou um tijolo dos três hospitais anunciados. Das 43 UBSs, Haddad entregou só quatro, e há uma em obra. Fez-se também grande estardalhaço com a chamada “Rede Hora Certa” de atendimento; seriam 32 – há apenas seis unidades fixas e quatro móveis.