Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Alvo de 2 ações da PF, Léo Pinheiro volta à prisão pela Lava Jato

Ex-presidente da OAS estava em prisão domiciliar. Motivo pelo qual Moro ordenou nova prisão está sob sigilo.

Por Da redação Atualizado em 5 set 2016, 12h41 - Publicado em 5 set 2016, 09h56

Alvo de um mandado de condução coercitiva no âmbito da Operação Greenfield, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, que estava em prisão domiciliar por condenação na Operação Lava Jato, também foi preso preventivamente nesta segunda-feira por ordem do juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, em Curitiba (PR).

Leia também: A delação que Janot jogou no lixo

Léo Pinheiro negociava delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. No fim do mês passado, porém, as negociações foram encerradas pela Procuradoria-Geral da República diante da repercussão da reportagem de capa de VEJA que revelou que o empresário citou em seus depoimentos o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

VEJA teve acesso ao conteúdo integral de sete anexos que o procurador-­geral decidiu jogar no lixo. Eles mencionam o ex-­presi­den­te Lula, a campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff e, ainda, dois expoentes do tucanato, o senador Aécio Neves e o ministro José Serra. A gravidade das acusações é variável. Para Lula, por exemplo, as revelações de Léo Pinheiro são letais. Lula é retratado como um presidente corrupto que se abastecia de propinas da OAS para despesas pessoais. O relato do empreiteiro traz à tona algo de que todo mundo já desconfiava, mas que ninguém jamais confirmara: Lula é o verdadeiro dono do famoso tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo — comprado, reformado e mobiliado com dinheiro de uma conta em que a OAS controlava as propinas devidas ao PT.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade