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Aliados evitam usar imagem de Dilma no segundo turno

Presidente acumula mais apoios nos Estados, mas praticamente não aparece na propaganda dos candidatos a governos estaduais

Dos 28 candidatos que concorrem nos catorze Estados onde há disputa pelo segundo turno das eleições, dezesseis declararam apoio à presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e dez ao candidato tucano Aécio Neves. Apesar da vantagem numérica, Dilma tem recebido um apoio tímido da maioria deles. Até a noite desta terça-feira, por exemplo, ela havia aparecido no horário eleitoral de TV apenas cinco deles, enquanto o tucano foi exibido por sete apoiadores.

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Um Estado que ilustra bem a situação de Dilma é o Rio de Janeiro. No terceiro maior colégio eleitoral do país, a petista tem o apoio formal tanto do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) quanto do senador Marcelo Crivella (PRB), mas, por enquanto, não apareceu na propaganda de TV de nenhum deles. O peemedebista, apesar de declarar ter um “carinho muito especial” por Dilma, não proibiu que seus aliados confeccionassem materiais de campanha em que aparece ao lado do presidenciável tucano, num movimento batizado de “Aezão”.

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O mesmo acontece no Amapá, onde Dilma tem palanque duplo, mas visibilidade zero. Lá, tanto o atual governador, Camilo Capiberibe (PSB), quanto Waldez Góes (PDT) não têm nem sequer material ao lado da presidente. As duas campanhas dizem que até o fim da semana a situação será resolvida. No Rio Grande do Norte, Dilma recebe apoio de Henrique Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD), mas é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem aparece no horário eleitoral. Em pelo menos dez Estados, o ex-presidente é mais lembrado pelos aliados do que a atual candidata.

Entre os mais fiéis a Dilma, está o gaúcho Tarso Genro (PT), candidato à reeleição. Ele fez toda a sua campanha vinculada à da presidente. “Represento aqui a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula”, costuma dizer em quase todas as aparições públicas. Outro aliado que tem se mostrado fiel é o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Mesmo com seu partido tendo decidido apoiar Aécio, ele aposta na imagem da presidente, que teve mais de 55% dos votos no Estado, para vencer o tucano Cássio Cunha Lima.

No Ceará, onde a presidente obteve uma vantagem de 2,4 milhões de votos sobre Aécio no 1º turno, os dois candidatos ao governo tentam colar sua imagem na dela: Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB).

Fidelidade – Com menos apoio nos Estados, Aécio ganha vantagem na fidelidade de seus candidatos. Seis deles já veicularam sua imagem na televisão, entregaram santinhos e usaram até mesmo sua plataforma de propostas para ganhar votos. Em Mato Grosso do Sul, o tucano Reinaldo Azambuja tenta integrar sua imagem à do presidenciável para vencer o petista Delcídio Amaral. “Nós vamos para a rua e vamos levar nossa militância para promover a mudança no Brasil”, disse.

No Acre, terra de Marina Silva, que declarou apoio ao tucano no domingo, Marcio Bittar (PSDB) divulga o nome de Aécio em cada ato de campanha, destacando os projetos de reforma política e o fim da reeleição. Na terça, o tucano também recebeu outro apoio de peso, do candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), que terminou o 1º turno na liderança. Eles devem gravar juntos para a propaganda eleitoral nos próximos dias. No DF, Aécio também tem o apoio do representante do PR na disputa, Jofran Frejat.

Na Paraíba e no Rio Grande Sul, Aécio vive uma situação parecida. Apesar de os candidatos à reeleição apoiarem Dilma, os dois favoritos a ganharem a eleição estão com o tucano: Cassio Cunha Lima (PSDB) e Ivo Sartori (PMDB).

(Com Estadão Conteúdo)