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Agora vai, Pacheco: a última aposta do senador

Aliados do presidente do Senado acreditam em desistência de Moro e sonham em abocanhar eleitorado do ex-juiz. Por enquanto, parlamentar é traço em pesquisas

Por Rafael Moraes Moura Atualizado em 14 fev 2022, 09h16 - Publicado em 13 fev 2022, 15h03

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, com um discurso em que tenta se apresentar aos eleitores como um nome conciliador, de perfil moderado e à imagem e semelhança de Juscelino Kubitschek, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ainda é um traço nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o último levantamento da empresa de consultoria Quaest, Pacheco registra o seu melhor desempenho entre eleitores do Centro-Oeste, onde alcança a impressionante porcentagem de 1%. No Nordeste, Sudeste, Norte e Sul, um dos homens mais poderosos do País é zero. A performance pífia nas pesquisas é inferior até aos números do conterrâneo André Janones (Avante-MG), deputado federal que consegue atingir o patamar de 3%, em um dos cenários pesquisados.

Interlocutores de Pacheco ouvidos por VEJA admitem reservadamente que a pré-candidatura não empolgou ninguém até agora – e que o próprio senador tem consciência das dificuldades de romper a polarização firmada entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do discurso público do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, de que Pacheco é o plano A da legenda na corrida presidencial, nos bastidores as articulações em torno de um eventual apoio à candidatura lulista já estão em andamento. O presidente do PSD gravou até um depoimento, em vídeo, para as comemorações dos 42 anos do PT. “Que esses 42 anos sirvam de inspiração para que o PT continue construindo políticas públicas no Brasil, para que possamos todos nós continuar acreditando que o país pode ser muito melhor. Parabéns, PT”, afirmou Kassab. Colegas de Pacheco avaliam que, com o passar do tempo, a tendência é que o senador priorize outra eleição, a da presidência do Senado, em 2023.

No entorno de Pacheco, no entanto, há ainda quem mantenha fé de que o presidente do Senado vá deixar de ser traço nas pesquisas. Três dados  são apontados como esperançosos para o mineiro: segundo a pesquisa Quaest, 58% dos leitores não o conhecem, enquanto Lula, Bolsonaro e o ex-juiz federal Sergio Moro são amplamente conhecidos pela população brasileira. Na pesquisa espontânea, em que os eleitores não são apresentados a uma lista de candidatos, 48% se mostram indecisos. O terceiro número é a rejeição de Pacheco (34%), quase a metade da de Moro (62%), no mesmo levantamento. Para interlocutores de Pacheco, o fato de Moro estar estacionado em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto é vantajoso para o senador, pois mostraria que o algoz de Lula na Lava-Jato teria chegado a um teto de votos, sendo rejeitado pelos dois polos – lulista e bolsonarista. Ou seja, a candidatura de Moro já teria chegado onde poderia chegar.

Dessa forma, uma eventual desistência da candidatura de Moro alavancaria o nome de Pacheco, que poderia herdar os votos do ex-juiz e ainda tentar fisgar o eleitor que, hoje, está com Lula ou Bolsonaro por falta de opções melhores. Pacheco já avisou que decide sobre a candidatura até o fim de março. É o tempo que ele tem para deixar de ser traço.

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