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Agora eleita, Dilma terá de lidar com a apuração dos escândalos na Casa Civil e na Receita Federal

Por Da Redação 1 nov 2010, 11h31

O governo conseguiu empurrar o resultado da apuração dos escândalos que envolveram a campanha de Dilma Rousseff à Presidência para depois da eleição. E, agora eleita, a petista terá de se preocupar não só com a montagem de sua equipe de governo, mas também com o resultado das investigações a respeito do esquema de tráfico de influência na Casa Civil e da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB.

A divulgação do resultado dos dois inquéritos vai coincidir justamente com o período de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para o futuro governo de Dilma, que toma posse em 1º de janeiro. Os preparativos para a transição ocorrem entre novembro e dezembro.

Já na próxima semana o fantasma de Erenice Guerra voltará a assombrar Dilma. Isso porque encerra-se o prazo dado pela Justiça para que a Polícia Federal entregue suas conclusões sobre o esquema de tráfico de influência operado pela ex-ministra-chefe da Casa Civil. Em setembro, VEJA revelou que, com a anuência da mãe, Israel transformou-se em lobista em Brasília, intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo, mediante o pagamento de uma “taxa de sucesso”. Cinco dias após VEJA ter trazido à tona o esquema de aparelhamento do estado, Erenice caiu.

Termina no próximo dia 18 o prazo para que a Casa Civil conclua a sindicância aberta para apurar o esquema de Erenice e seus filhos no ministério. Os trabalhos haviam sido prorrogados por 30 dias.

Também nos próximos dias, a PF decidirá se aprofunda ou não as investigações a respeito da quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato derrotado do PSDB, José Serra. O jornalista Amaury Ribeiro Júnior, apontado como o responsável por encomendar as violações de sigilo, insinuou em seus depoimentos que o deputado estadual Rui Falcão (PT) foi o responsável pelo vazamento do material de espionagem organizado pela pré-campanha de Dilma.

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