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Aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília receberão investimento privado no curto prazo, anuncia Palocci

Ministrou informou que modelo de parceria será a da concessão

Por Luciana Marques 26 abr 2011, 13h06

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, anunciou nesta terça-feira durante a primeira reunião de 2011 do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado “conselhão”, que haverá investimento em três aeroportos brasileiros no modelo de concessão. São eles: Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Juscelino Kubistchek (Brasília).

“No curto espaço de tempo teremos concessão nos principais aeroportos que precisam de investimentos hoje”, disse o ministro. Segundo ele, os aeroportos de Confins (Belo Horizonte) e Galeão (Rio de Janeiro) também receberão investimentos públicos e privados “com urgência”.

A presidente Dilma disse na reunião que o caos nos aeroportos se deve ao aumento de demanda de brasileiros e que, por isso, o governo ampliará os investimentos não só para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016. “O fato do crescimento da demanda do país exige não que estejam prontos para Copa e Olimpíadas, mas para atender o imenso crescimento da população brasileira para viagem de avião por causa do crescimento de sua renda. Também faremos planejamento de médio e longo prazo para além da Copa e das Olimpíadas”.

Preocupada com os atrasos nas obras em aeroportos, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se nesta segunda-feira com diversos ministros para tratar do tema. Entre eles, o novo ministro-chefe da secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci e o ministro dos Esportes, Orlando Silva.

A presidente Dilma ficou bastante irritada ao constatar que nenhuma providência efetiva foi tomada em relação à construção do estádio que deverá sediar, em São Paulo, a abertura da Copa do Mundo de 2014. Dilma ficou inconformada porque, diferentemente do que haviam lhe prometido o prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin, as obras não começariam mais em abril.

Dilma também ficou bastante contrariada com a constatação de que nada do que ela pediu que fosse providenciado e apressado em relação aos aeroportos foi executado.

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