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Aécio chama Joesley de ‘criminoso’ e diz que ação da PF é ‘desnecessária’

Senador foi alvo de operação que apura suposta propina de R$ 103 milhões ao tucano e a partidos que o apoiaram na eleição presidencial de 2014

Por Estadão Conteúdo 11 dez 2018, 19h28 | Atualizado em 4 jul 2026, 02h14
Aécio chama Joesley de ‘criminoso’ e diz que ação da PF é ‘desnecessária’ Priorize VEJA no Google

Alvo da Operação Ross, deflagrada na manhã desta terça-feira, 11, pela Polícia Federal, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) atacou o empresário e delator Joesley Batista, um dos sócios do Grupo J&F, que controla a JBS. A investigação coloca o parlamentar mineiro como líder de uma associação criminosa que teria como finalidade comprar apoio político para sua campanha presidencial nas eleições de 2014. Em pronunciamento rápido à imprensa e sem responder perguntas, Aécio chamou Joesley de “criminoso confesso” e disse que as ações da PF foram “absolutamente desnecessárias”.

“Fiz questão de vir aqui falar para dizer que as solicitações da Polícia Federal foram absolutamente desnecessárias, até porque o maior interessado em esclarecer todas essas questões sempre fui eu. A verdade é que não podemos mais aceitar que delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos”, disse o tucano.

De acordo com a PF, o Grupo J&F, dos irmãos Batista, pagou, a pedido de Aécio, propina de 109,3 milhões de reais ao senador, seu partido e outras legendas, como PTB, DEM e Solidariedade. Aécio disse que os valores citados na investigação eram “doações legais”. “O fato concreto é um só. Do que estamos tratando nesse inquérito? De doações à campanha eleitoral, doações feitas em 2014 de forma legal, registrada na Justiça Eleitoral, aprovadas nessa mesma Justiça Eleitoral, sem absolutamente qualquer contrapartida”, afirmou.

“Delatores, no caso o senhor Joesley Batista, em busca da manutenção da sua incrível imunidade penal, falseiam as informações e transforma algo lícito, legal, com aparência de crime. Não houve nenhuma ilicitude. Ao contrário, procuraram durante todo esse tempo algum benefício que eu pudesse ter oferecido ao seu grupo, como governador, como senador da República. Não encontraram nada. (…) É preciso que a gente fique muito atento para impedir que os interesses desses delatores, criminosos confessos, se sobreponham à verdade. (A PGR) está equivocada”, complementou.

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Apesar de ser alvo da, Aécio disse ter “confiança na Justiça” e disse que deseja depôr à Polícia Federal o mais rapidamente possível. “Eu tenho absoluta confiança na Justiça, a seriedade dessas apurações vai mostrar o que foi feito de forma absolutamente correta, não somente em relação ao PSDB, mas a outros partidos políticos também agora envolvidos nessa questão. Continuarei à disposição da Justiça, pronto para dar todas as explicações, meus advogados estão em contato com o delegado da PF para marcar esse depoimento que eu quero que ocorra o mais rapidamente possível para que a verdade prevaleça”, disse.

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