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Aécio acusa Dilma de tirar emprego de região pobre de MG

Tucano concentra agenda em Estado natal para tentar melhorar sua votação e a de Pimenta da Veiga, candidato do PSDB ao governo mineiro

Por Felipe Frazão 29 set 2014, 23h32

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou nesta segunda-feira a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) de prejudicar Minas Gerais ao vetar lei que facilitava a instalação, por meio de incentivos fiscais, de fornecedoras de peças para uma fábrica da Fiat no Vale do Jequitinhonha, umas das regiões mais pobres do Estado.

Aécio mostrou ter entrado de vez no embate pelo governo de Minas Gerais. Seu objetivo é ajudar a candidatura de Pimenta da Veiga, que está em segundo lugar nos levantamentos de opinião pública. O tucano tem 25% das intenções de voto contra 36% de seu concorrente, o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel (PT). Em seu programa de TV, Pimenta afirmou que o governo do PT tirou empregos do Estado para levar a unidade automobilística da Fiat para Pernambuco. No fim de seu governo, o ex-presidente Lula assinou a medida provisória 512, que facilitou a instalação da planta em seu Estado natal.

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Para o tucano, o veto de Dilma aos benefícios das empresas fornecedoras da Fiat foi “lamentável”. “Nós éramos minoria no Congresso, mas conseguimos aprovar a extensão de benefícios, com as mesmas isenções fiscais dadas a Pernambuco para o norte de Minas. Isso significaria milhares de empregos para aquela região. O que ocorreu: a presidente Dilma Rousseff vetou esses benefícios para as regiões mais pobres de Minas. Mas ela não estava sozinha nesse veto, que está publicado no Diário Oficial da União. Acompanhou a presidente no veto o senhor Fernando Pimentel. Assinou o veto que impediu que as regiões mais pobres de Minas recebessem esses investimentos e portanto emprego para nossa gente.”

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