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Acordo reduz em 33% as tarifas dos hotéis para a Rio+20

Agência contratada para fazer reservas durante a conferência da ONU vai liberar, até terça-feira, quartos que não haviam sido vendidos

‘O problema ocorreu porque a maioria dos quartos para delegações foi bloqueada com valores atrelados à um pacote de sete dias’, disse o presidente da ABIH-RJ, Alfrefo Lopes de Souza Júnior

Um acordo firmado entre o governo federal e os representantes do setor hoteleiro do Rio de Janeiro tornará possível a redução, em 33%, do preço dos hotéis na cidade para os dias da Rio+20, que ocorre entre 13 e 22 de junho, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ). As diárias não estarão mais atreladas a pacotes de sete dias e poderão ser reservadas separadamente.

Os preços praticados pela hotelaria foram alvo de críticas severas ao longo da última semana – o debate culminou com o anúncio do cancelamento da participação de representantes do parlamento europeu na conferência devido aos valores abusivos das acomodações na cidade.

De acordo com Alfredo Lopes de Souza Júnior, presidente da ABIH-RJ, o acordo foi possível porque a agência oficial do governo para a Rio+20, Terramar, concordou em liberar até esta terça-feira parte dos quartos que havia reservado para as delegações de outros países.

“O problema ocorreu porque a maioria dos quartos para delegações foi bloqueada com valores atrelados à um pacote de sete dias. Boa parte dessas diárias ainda não foram pagas. Eu sei que as delegações são elásticas e muitas dependem da vinda de um chefe de estado, o que pode ocorrer de última hora, mas deveria haver um limite para elas se pronunciarem sob pena de não ter mais vagas”, afirma Souza Júnior.

Além da exigência do pacote, não será cobrada a tarifa da Teramar, que era de 33% sobre o preço das acomodações. Ao reservar os quartos diretamente com os hotéis, o visitante deverá pagar em média 670 reais por uma diária em hotel quatro estrelas e 1.100 reais em uma diária de hotel cinco estrelas. Segundo Souza Júnior, o preço de acomodações na Rio+20 ficará abaixo dos praticados em grandes eventos, como Carnaval e Réveillon. O representante acredita que os preços possam baixar ainda mais, caso a procura não atenda à oferta. “Se não vender, vai baixar. É assim que funciona o mercado”, afirma.

Já em relação ao aumento, Souza Júnior garante que o setor se compromete a trabalhar com o teto estabelecido. “Tem casos de hotéis que cobravam 400 reais e passaram a cobrar dois mil reais pela diária. Mas esses casos não passam de 3% da rede. Eles já foram advertidos e serão cobrados pela defesa do consumidor”, afirma.

Ainda não foi anunciado o número de quartos que será devolvido aos hotéis, mas a expectativa é que até a metade das mais de 15 mil acomodações bloqueadas retorne ao mercado a partir desta terça-feira.