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‘A decisão fala por si’, diz Renan sobre suspensão de operação

Presidente do Senado comentou a liminar concedida pelo ministro Teori Zavascki de suspender a operação que prendeu quatro policiais do Senado

Por Da redação Atualizado em 27 out 2016, 17h21 - Publicado em 27 out 2016, 16h30

Depois de fazer duras críticas ao Poder Judiciário por causa da Operação Métis, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi econômico nas palavras ao comentar a liminar concedida pelo ministro do Supremo Teori Zavascki, que suspendeu a ação da Polícia Federal que levou à prisão quatro policiais legislativos do Senado na sexta-feira passada. Renan vinha dizendo reiteradamente que a operação não poderia ter sido autorizada por um juiz de primeira instância. Em decisão monocrática, o ministro do STF determinou que os autos da Métis fossem encaminhados para o STF.

“Recebo a notícia com humildade. A decisão fala por si só”, disse Renan. Ele preferiu se abster de mais comentários sobre o assunto e disse que volta a Brasília nesta sexta para encontro com o presidente Michel Temer e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Renan e Cármen entraram em rota de colisão após o peemedebista chamar de “juizeco” o titular da 10ª Vara do Distrito Federal, Vallisney de Souza Oliveira, responsável por assinar os mandados de prisão e de buscas contra os policiais do Senado. A ministra disse ter se sentido agredida com as declarações e exigiu respeito aos magistrados brasileiros. Enquanto boa parte dos senadores, tanto da oposição como da situação, atacou a decisão do juiz de primeiro grau, associações de magistrados e de procuradores da República saíram em defesa de Oliveira e aproveitaram a ocasião para pedir o fim do foro privilegiado.

Nesta quinta-feira, Renan anunciou um pacote de ações jurídicas em retaliação à ação da PF e questionou a competência do juiz federal de deliberar sobre o caso.

(Com Estadão Conteúdo) 

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