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12 de abril: nem todos estão na rua pelo impeachment

Por Da Redação 12 abr 2015, 17h15

Nem todos manifestante que foram às ruas neste domingo pedem o impeachment da presidente Dilma. O empresário Mario Lewandowski, de 27 anos, levou uma faixa defendendo o voto distrital e a reforma política. “Se impeachment resolvesse o problema do Brasil, em 1992, teríamos resolvido”, diz. Acompanhado de 15 amigos, ele foi à Avenida Paulista na esperança de incutir a ideia de que a solução para a política brasileira vai além da saída de Dilma do poder e as circundantes disputas partidárias. “Reforma politica não pode ser feita através de um projeto de lei de emenda popular. Durante o protesto, as pessoas estão mais abertas à discussão politica”. O conceito de voto distrital é citado por uma minoria como solução política, como as professoras aposentadas Bartira Bravo, de 67 anos, e Nazareth Fairbanks, 74. As duas seguravam um cartaz pedindo o voto distrital e a reforma política. “Não a que o PT está fazendo. Isso foi uma avacalhação”, disse Nazareth. “Sem educação não tem solução. Precisamos ensinar política em todos os níveis de ensino”, comentou ela, inconformada com o fato de a maioria da população não saber o que era voto distrital. (Eduardo Gonçalves e Mariana Zylberkan, de São Paulo)

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