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Futebol e geopolítica na final da Copa: a história corre atrás da bola

As seleções da França e da Croácia, cada qual a seu modo, refletem as agudas mudanças demográficas da Europa

Por Fábio Altman e Alexandre Salvador, de Moscou Atualizado em 30 jul 2020, 20h15 - Publicado em 14 jul 2018, 06h00

Os amantes do futebol podem ter vibrado com uma final de Copa do Mundo inédita ou podem ter lamentado a ausência em campo de seleções com uma penca de títulos mundiais. O fato é que a decisão entre França e Croácia mostrou que o futebol também pode ser visto como um indicador demográfico, como uma expressão do fluxo humano pelos continentes, como um emblema de geopolítica. Na França, como talvez em nenhum outro país, ir bem ou mal em um Mundial virou tema de vastas discussões políticas, de inevitáveis conclusões sociológicas. Os bleus são um carbono das ondas de imigração, dos embates sociais que atravessam a nação desde o fim da II Guerra — na Croácia é diferente, e celebra-se muito mais o feito esportivo do que seu significado mais amplo.

  • Há exatos vinte anos, depois dos 3 a 0 contra o Brasil, da consagração do filho de argelinos Zinedine Zidane, um mote tomou as ruas de Paris. Era o black, blanc, beur (preto, branco e árabe) em oposição ao clássico bleu, blanc, rouge das cores da bandeira francesa. Era uma festiva referência à miscigenação da equipe, composta de jogadores de origens diversas, filhos de imigrantes de países africanos, de ex-colônias. Era caminho sem volta, o da diversidade, retrato das transformações demográficas pelas quais passava a França.

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