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YouTube passa a banir vídeos que alegam fraude eleitoral nos EUA

Plataforma de vídeos justifica a medida, que já foi tomada em outros pleitos, com a confirmação pelos estados americanos da vitória do democrata Joe Biden

Por Da Redação 9 dez 2020, 20h11

O YouTube proibiu a partir desta quarta-feira, 9, novos vídeos com falsas alegações de fraude nas eleições americanas de 3 de novembro. A plataforma afirma que o presidente-eleito Joe Biden já foi certificado por um número suficiente de estados para torná-lo oficialmente o próximo mandatário do governo dos Estados Unidos.

Serão removidos inclusive vídeos com alegações de falhas de software ou erros de contagem que teriam afetado o resultado da votação.

“Como sempre, a cobertura de notícias e comentários sobre essas questões podem permanecer em nosso site se houver contexto educacional, documental, científico ou artístico suficiente”, esclareceu o YouTube.

A medida, segundo justificativa da plataforma, se dá em decorrência ao safe harbor day prazo limite para os estados americanos e o Distrito de Columbia (Washington) atestarem os resultados das eleições presidenciais —, que neste ano caiu na terça-feira 8 e confirmou as estimativas da imprensa americana apontando a vitória de Biden por 306 delegados contra 232, de Donald Trump.

“Diante disso, começaremos a remover qualquer conteúdo enviado hoje (ou qualquer momento depois) que busque enganar as pessoas, alegando que fraudes ou erros generalizados mudaram o resultado da eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos”, informou a empresa em seu blog oficial.

Segundo o Youtube, essa medida restritiva segue práticas já adotadas pela plataforma durante eleições americanas anteriores.

Além disso, a empresa afirma que apenas uma pequena porção das visualizações no YouTube corresponde a conteúdo ligado às eleições, sendo a maior parte gerada por fontes confiáveis de notícias.

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Retomada da publicidade

Enquanto isso, o Google, dono do YouTube, disse que vai interromper a suspensão de publicidades relacionadas às eleições americanas a partir desta quinta-feira, 10. A decisão também foi tomada em resposta à passagem do safe harbor day.

O Google, assim como o Facebook, tinha parado temporariamente de receber anúncios referentes às eleições para evitar que eles fossem usados para espalhar desinformação ou confusão entre os eleitores.

“Para proteger os usuários, pausamos regularmente os anúncios por um determinado período durante eventos imprevisíveis e ‘sensíveis’, quando os anúncios podem ser usados para explorar o evento ou ampliar informações enganosas”, explicou o Google.

“Embora não consideremos mais este período pós-eleitoral como um evento sensível, continuaremos a aplicar rigorosamente nossas políticas de anúncios, que proíbem estritamente informações comprovadamente falsas que possam prejudicar significativamente a confiança nas eleições ou no processo democrático”, ressalvou.

Fracasso judiciário de Trump

Em meio ao safe harbor day, na terça-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos indeferiu provavelmente a última grande tentativa da campanha de Trump para tentar reverter sua derrota eleitoral.

O tribunal que hoje conta com uma maioria de juízes nomeados por presidentes republicanos (6 a 3) — negou o pedido de deputados estaduais republicanos da Pensilvânia pelo bloqueio da certificação do resultado eleitoral no estado, vencido por Biden.

Mesmo mais de um mês depois tradicionais estimativas antecipadas da imprensa americana apontarem em 7 de novembro que Biden vencera as eleições presidenciais, Trump ainda se recusa a ceder a vitória ao democrata.

(Com AFP)

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