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Xi reitera compromisso de alcançar neutralidade de carbono antes de 2060

Em Cúpula do Clima, presidente chinês reforçou compromisso global, mas não sinalizou medidas mais ambiciosas

Por Da Redação Atualizado em 22 abr 2021, 10h13 - Publicado em 22 abr 2021, 10h12

O presidente da China, Xi Jinping, reiterou nesta quinta-feira, 22, a promessa de seu país de atingir a neutralidade de carbono até 2060. O objetivo do país seria atingir o pico de emissões antes de 2030, para então zerá-las dentro dos 30 anos seguintes, e é visto como difícil, à medida que o país é altamente dependente da matriz energética do carvão.

Pequim havia feito um anúncio conjunto com os Estados Unidos na última semana reforçando seu compromisso global, mas não sinalizou medidas mais ambiciosas para a Cúpula do Clima, evento virtual organizado por Washington com participação de líderes globais, que teve início nesta quinta-feira.

Entre os convidados ao evento estão o papa Francisco e a líder indígena brasileira Sinéia do Vale. A cúpula antecede a 26ª Conferência sobre o Clima, a Cop26, a ser realizada em novembro em Glasgow, na Escócia. Onde um dos principais objetivos será impedir a elevação da temperatura média do planeta acima de 1,5 grau neste século.

Em discurso, Xi reforçou a necessidade de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, destacando que países desenvolvidos devem aumentar suas ações para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e contribuir para políticas voltadas à redução de poluentes nos países em desenvolvimento, com foco na transição para economias de baixa emissão de carbono.

“Precisamos nos comprometer com o desenvolvimento verde. Melhorar o meio ambiente é impulsionar a produtividade”, afirmou.

No domingo, John Kerry e Xie Zhenhua, enviados dos EUA e China para o clima, respectivamente, prometeram cooperação para “combater a crise climática”, formando um compromisso de “ações concretas na década de 2020” para reduzir emissões, em linha com os objetivos do acordo de Paris, de 2015.

“Ambos os países relembram suas contribuições históricas ao desenvolvimento, adoção, assinatura e entrada em vigor do Acordo de Paris através de suas lideranças e colaborações”, afirmam em comunicado conjunto.

Sob o acordo, países se comprometeram a limitar o aquecimento global para “bem abaixo” de 2ºC, preferivelmente cerca de 1,5ºC, em comparação a níveis pré-industriais.

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