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WWF elogia novo relatório da ONU sobre sustentabilidade

Por Da Redação - 30 Jan 2012, 13h05

Genebra, 30 jan (EFE).- O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) elogiou nesta segunda-feira o relatório da ONU sobre sustentabilidade, o qual exige um novo desenho da economia mundial, mas solicitou que tais recomendações sejam transformadas em compromissos obrigatórios para que possam firmar uma efetiva mudança.

‘O relatório é muito forte e nos surpreendeu. Faz uma chamada para as grandes reformas econômicas que achamos totalmente necessárias e, por isso, pedimos que estas sejam transformadas em compromissos obrigatórios’, afirmaram à Agência Efe fontes do WWF.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apresentou nesta segunda-feira em Adis-Abeba, na Etiópia, o relatório ‘Gente resistente, planeta resistente: vale à pena escolher este futuro’. O texto, criado pela ONU, sugere um novo desenho da economia mundial e apresenta um maior comprometimento com o equilíbrio sustentável da Terra.

Segundo o relatório, antes de 2030, o mundo deveria dobrar sua produtividade, porém, reduzindo o consumo de recursos naturais. Para isso, os Governos deveriam implementar políticas fiscais de estímulo das energias renováveis e suprimir os subsídios às energias fósseis, entre outras medidas.

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‘A WWF se felicita com o relatório pelo incentivo do consumo responsável, por tramitar recursos de forma sustentável e, principalmente, porque convoca os líderes políticos a criar as condições necessárias para permitir uma ‘Revolução Verde no século 21”, declarou a organização.

‘É a primeira vez que líderes políticos são convocados para essa revolução. Tudo está muito bem, mas essas afirmativas devem ser concretizadas’, acrescentaram as fontes.

O relatório foi redigido por 22 especialistas, que formaram um painel internacional presidido pela presidente da Finlândia, Tarja Halonen, e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e pretende ser uma das principais ferramentas de trabalho na Cúpula da Terra Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro, de 20 a 22 de junho.

Segundo a WWF, o texto é um ‘digno sucessor’ do relatório ‘Nosso futuro comum’, que serviu de base para a primeira Cúpula da Terra Rio 1992, e ‘é considerado por muitos como o início do movimento mundial em prol do meio ambiente’.

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Entre outros anúncios alarmantes, o relatório afirma que, apesar de já estarmos excedendo a capacidade da Terra, vamos precisar de 50% a mais de comida, 45% de energia e 30 % de água já no ano de 2030.

‘No painel, participaram representantes da África do Sul, Brasil, Estados Unidos, a Comissão Europeia, etc. Eram pesos pesados e, por isso, nos faz pensar que o relatório vai ter transcendência em suas opções políticas e que tomarão posições progressistas na Rio+20’.

O WWF considera que a cúpula de Rio deve firmar um acordo que realmente questione as bases do sistema atual e tome as medidas necessárias para reverter uma situação que muitos chamam de insustentáveis.

Por outro lado, a WWF lamenta que o relatório não faça insistência suficiente para evidenciar as consequências sociais que nosso atual sistema atual de consumo possui.

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‘Para que haja uma mudança real, devemos levar em conta os aspectos sociais, como a erradicação da pobreza, a igualdade de gênero, a distribuição dos recursos, o avanço da educação e a criação de emprego. As recomendações têm que unir o bem-estar social com a saúde meio ambiental’, concluíram. EFE

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